ITATIBA1

Irã X EUA: em meio a pausa na troca de ataques, Teerã diz que não há negociações em andamento

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques, mas não há negociações de paz em andamento, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime iraniano.

G1 — Mundo · 2026-07-27T09:41:32.000Z

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques, mas não há negociações de paz em andamento, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime iraniano.

"No momento, não estamos envolvidos em nenhuma negociação com os Estados Unidos", afirmou Esmaeil Baqaei, em uma coletiva de imprensa semanal, negando as notícias de que Teerã teria solicitado conversas.

Apesar da falta de diálogo, após a terceira noite consecutiva sem ataques americanos a seu território, o Irã anunciou que também suspendeu seus bombardeios de retaliação contra países vizinhos que são aliados dos EUA.

"Nas duas últimas noites, os americanos detiveram seus ataques. Como nossa estratégia está baseada essencialmente na resposta, também interrompemos nossas operações", afirmou o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia, acrescentando que, se os americanos "insistirem em continuar com a guerra, particularmente com ataques aéreos", o conflito "se estenderá ainda mais".

Apesar da trégua não oficial, nas últimas 24 horas, seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana, reportou a TV estatal iraniana. Um dia antes, mais quatro também foram detidos.

"Durante a noite, seis navios que tentaram passar por uma rota diferente da designada foram interceptados pela Marinha da Guarda Revolucionária com disparos de advertência e foram obrigados a retornar", informou um repórter.

Neste domingo (26), o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, declarou que o presidente Donald Trump está "dando algum espaço ao diálogo" com Teerã com a interrupção da ofensiva ao país, mas advertiu que seu país segue "pronto" para atacar o Irã e que foram mobilizados mais recursos na região.

Questionado sobre uma reportagem do jornal americano "The New York Times", que noticiou que os planos de escalar a guerra ficaram congelados em parte pela diminuição das munições, Waltz negou.

Afirmou que as Forças Armadas dos EUA "têm tudo o que precisam para levar adiante esta campanha de forma tão eficaz quanto seja necessário" e acrescentou que aqueles que estão vazando essa informação "merecem estar na prisão".

Leia no Itatiba1 →