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Síndico acusado de matar corretora em Caldas Novas vai a júri popular
G1 — Brasil · 2026-10-02T09:52:27.000Z
Síndico acusado de matar corretora em Caldas Novas vai a júri popular
O síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, vai a júri popular. Por decisão da juíza Vaneska da Silva Baruki, ele será julgado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ainda não há data para o julgamento, e o acusado ainda pode recorrer da decisão.
O g1 procurou a defesa de Cleber para se manifestar sobre a decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O crime aconteceu em dezembro de 2025. De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), Cleber atraiu Daiane ao subsolo do prédio onde ambos moravam e onde havia apartamentos sob administração tanto de um quanto do outro. O síndico a atraiu ao desligar a energia elétrica do apartamento dela.
Quando Daiane desceu, ela foi atacada pelo síndico, que usava luvas e estava com o rosto para cometer o crime. O celular de Daiane, que ela segurava no momento, registrou o ataque. As imagens foram recuperadas e divulgadas pela Polícia Civil.
Em seguida, Cleber a levou na carroceria de uma caminhonete até uma região de mata, às margens da GO-213. Em seguida, deu dois tiros na cabeça de Daiane. O corpo de Daiane só foi encontrado mais de um mês depois, no dia 28 de janeiro, depois que Cleber foi preso e confessou o crime, apontando o local onde ele havia sido cometido.
O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza
Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes
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As investigações policiais e a denúncia do MPGO relacionam o assassinato de Daiane a uma disputa que começou no final de 2024, quando Daiane passou a administrar diretamente imóveis da família no edifício. O conflito entre eles escalou de tal forma que o síndico a proibia de usar áreas comuns do prédio.
No decorrer do período até a sua morte, a corretora registrou boletins de ocorrência e também ingressou com ações judiciais. Em uma delas, Daiane conseguiu restabelecer o seu direito de usar as áreas do condomínio, além de exercer a profissão de corretora no local. Sete dias depois dessa decisão, ela desapareceu.