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Os dois líderes da corrida presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vão concentrar os dois últimos dias de campanha no Sudeste, região que reúne os maiores colégios eleitorais do país.
G1 — Política · 2026-10-02T13:43:40.000Z
Os dois líderes da corrida presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vão concentrar os dois últimos dias de campanha no Sudeste, região que reúne os maiores colégios eleitorais do país.
A estratégia ocorre num momento em que a última pesquisa Datafolha registrou oscilação positiva de cinco pontos de Lula no Sudeste, de 35% para 40%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 37% para 39%.
Os dois estão tecnicamente empatados na região, mas agora com Lula numericamente à frente.
Segundo assessores da campanha petista, o resultado animou a equipe, que concentra esforços principalmente em Minas Gerais, na tentativa de fazer Lula chegar à frente de Flávio Bolsonaro no estado (leia mais abaixo).
Datafolha, 1º turno: Lula, 42%; Flávio Bolsonaro, 38%; Cury, 4%; Caiado, 3%; Renan, 3%; Zema, 1%
Lula estará nesta sexta-feira (2) no Rio de Janeiro e, à tarde, em Belo Horizonte.
Segundo lideranças petistas em Minas, levantamentos recentes indicam melhora no desempenho do presidente no estado.
Já aliados de Flávio Bolsonaro apostam numa recuperação nesta reta final, impulsionada pelo desempenho de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo mineiro. O senador estará nesta sexta em Montes Claros (MG).
Neste sábado (3), véspera da eleição, Lula e Flávio Bolsonaro estarão em São Paulo. O presidente fará campanha na capital, enquanto o senador estará no interior.
A concentração dos últimos atos no Sudeste mira não apenas os maiores colégios eleitorais do país, mas uma região onde a disputa entre os dois candidatos permaneceu apertada ao longo das últimas pesquisas — onde o número de indecisos costuma ser maior.
No Datafolha de 17 de setembro, por exemplo, Flávio tinha 46% e Lula, 42% no Sudeste, também em situação de empate técnico naquele segmento.
Nos últimos dias, a campanha também foi marcada pela polêmica em torno da afirmação de que Flávio Bolsonaro estaria ligado a uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
O senador negou a existência de projetos nesse sentido, enquanto o tema passou a ser explorado pela campanha de Lula.
Apesar da repercussão da controvérsia, o Datafolha registrou oscilações positivas dos dois principais candidatos em seus segmentos religiosos mais favoráveis.
Lula passou de 45% para 50% entre os católicos, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 47% para 52% entre os evangélicos.
Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nesta terça (29)