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Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã
G1 — Brasil · 2026-07-27T11:03:18.000Z
Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã
Os preços do petróleo caem forte nesta segunda-feira (27), depois que Estados Unidos e Irã interromperam temporariamente a troca de ataques no fim de semana.
A pausa aumentou a expectativa de que os dois países possam evitar uma nova escalada do conflito, reduzindo o temor de problemas no fornecimento mundial de petróleo.
🔍 Por volta das 7h48 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional usada pelo Brasil, recuava cerca de 6,68%, sendo negociado perto de US$ 85. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também registrava queda superior a 6%, cotado a US$ 83,26.
A diminuição das tensões no Oriente Médio também impulsionou os mercados financeiros:
Em Wall Street, os contratos futuros do S&P 500 subiam cerca de 1%, enquanto os do Nasdaq avançavam aproximadamente 1,6% e os do Dow Jones, 1%.
Na Europa, o índice Stoxx 600 ganhava cerca de 0,7%, com destaque para ações de companhias aéreas e do setor de turismo, beneficiadas pela expectativa de combustíveis mais baratos. Em contrapartida, empresas de petróleo registravam perdas com a queda do preço do barril.
Agora no g1
No mercado de moedas, o dólar perdia força frente a outras divisas:
O euro avançava cerca de 0,3% em relação à moeda americana, enquanto o dólar recuava aproximadamente 0,2% frente ao iene japonês. A melhora no apetite por risco também reduziu a busca por ativos considerados mais seguros.
Por que o petróleo está caindo?
Na semana passada, o petróleo disparou com o agravamento do conflito entre EUA e Irã. O mercado temia que os confrontos afetassem a produção e o transporte da commodity, o que reduziria a oferta e faria os preços subirem.
Agora, a pausa nos ataques diminuiu parte dessa preocupação. Investidores passaram a apostar que o conflito pode ser resolvido por meio da diplomacia, ainda que não exista um acordo de paz.
No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o presidente Donald Trump está dando "algum espaço ao diálogo" com o Irã. Em resposta, o governo iraniano informou que também suspendeu seus ataques de retaliação enquanto os americanos mantiverem a pausa.
Apesar disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira que não há negociações em andamento entre os dois países e negou que Teerã tenha solicitado conversas com Washington.
Ainda há riscos
Mesmo com a redução das tensões, o mercado continua atento à situação no *Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.
A passagem é responsável por cerca de 20% das exportações globais da commodity. Nas últimas 24 horas, segundo a imprensa estatal iraniana, seis navios foram impedidos pela Guarda Revolucionária de atravessar o estreito após tentarem utilizar uma rota considerada irregular.
No dia anterior, outros quatro navios também haviam sido interceptados. Apesar da pausa nos bombardeios, a circulação de petróleo na região ainda enfrenta restrições, o que mantém parte da incerteza no mercado.
Além disso, continuam as preocupações com ataques de rebeldes houthis, aliados do Irã, a instalações ligadas ao petróleo na região do Mar Vermelho.
*Com informações da Reuters e AFP