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Ancelotti do Paraná? Analista de time da Série D investiga parentesco com técnico da Seleção

Parente do Carleto? Analista de desempenho do Azuriz também é Ancelotti

ge — Futebol · 2026-10-02T17:06:07.000Z

Parente do Carleto? Analista de desempenho do Azuriz também é Ancelotti

O sobrenome é conhecido no futebol mundial, mas, em Pato Branco, ele atende por outro nome. Caio Ancelotti é analista de desempenho do Azuriz e acredita ter parentesco com Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira.

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As origens italianas de Carlo Ancelotti, novo técnico da seleção

A ligação entre as duas famílias vem da Itália e despertou a curiosidade do profissional, que hoje trabalha no interior do Paraná e ainda tenta descobrir exatamente qual é o grau desse vínculo familiar.

No Azuriz, a associação com Carlo Ancelotti acontece quase de imediato. Caio conta que, desde a chegada ao clube, em vez de ouvir o próprio nome, passou a ser chamado pelo sobrenome.

— É a pergunta que todo mundo faz: é parente? E eu respondo com toda sinceridade: é parente. Eu, depois, explico a história. Mas aqui no clube, inclusive quando eu cheguei, os atletas não me chamam de Caio, me chamam de Ancelotti. Ancelotti para lá, Ancelotti para cá — contou.

A brincadeira virou rotina, mas carrega uma história familiar que Caio começou a investigar por curiosidade. Parte dos Ancelotti ficou na Itália, enquanto outra parcela veio para o Brasil. O interesse aumentou por relatos do pai e do bisavô.

— Eu comecei a buscar por curiosidade até mesmo pelo meu pai, sabe? Meu bisavô sempre falou. Então despertou a curiosidade, acabei pesquisando. Graças a Deus pesquisei, porque, se eu não tivesse pesquisado, acho que nada disso estaria acontecendo comigo — falou Caio.

Caio Ancelotti, analista de desempenho do Azuriz

A busca pela origem

Através de algumas pistas, Caio reforçou sua convicção de que ele e o técnico da Seleção são parentes.

— Eu cheguei a conclusão que o parentesco existe, a linhagem existe, pelo simples motivo de Reggiolo, que é a cidade natal do Carlo, ser muito próxima da minha família, coisa de 20 quilômetros de distância. Então, naquela época lá era praticamente impossível ter duas famílias Ancelotti, com a mesma escrita, com a mesma pronúncia, em um raio de 15 quilômetros (e não ser parente) — explicou.

O grau de parentesco, porém, ainda é uma incógnita. Caio deixou essa investigação em segundo plano desde que chegou ao Azuriz. O objetivo agora é outro: mostrar serviço no clube.

— Na verdade, eu nem cheguei a procurar o grau de parentesco porque eu vim para o Azuriz e meu foco total é no clube, desempenhar o meu melhor aqui. Isso ainda está na gaveta, mas vai sair até achar o parentesco — revelou o analista do Azuriz.

Mesmo sem saber exatamente qual é o elo entre as duas famílias, Caio vê no sobrenome uma conexão que vai além da genealogia.

— É legal porque não veio só o sobrenome para o Brasil; veio também o amor ao futebol, o amor à tática. Por exemplo, no meu caso, que sou analista, veio. Com certeza veio do navio para cá — destacou Caio.

Caio Ancelotti, analista de desempenho do Azuriz

Um caminho próprio no futebol

A história de Caio com o esporte começou justamente no futsal, como atleta. No entanto, como a carreira não decolou, foi necessário buscar um novo caminho para permanecer no esporte.

— Eu sempre fui amante do futebol e do futsal. Eu comecei minha trajetória no futsal como jogador, mas por alguns motivos não segui a carreira. Quis, porém, me aprofundar ainda mais para permanecer no esporte. Foi aí que surgiu a oportunidade de ser analista de desempenho. A princípio, comecei como analista de mercado e migrei posteriormente — afirmou.

A mudança de função aconteceu em 2024. Desde então, Caio buscou se qualificar para ganhar seu espaço no novo mercado.

— Em 2024, peguei as certificações da CBF, da Conmebol, entre outras. Mas antes era só curiosidade para me inserir no mercado. Sempre fui ligado ao esporte, minha família ligada ao esporte — relembrou.

No Azuriz, o trabalho envolve muito mais do que assistir a jogos. Caio participa da análise dos adversários, acompanha a própria equipe e trabalha com dados dos jogadores.

— O trabalho é bem puxado, porque é análise de adversário, é análise da própria equipe, é coleta de dados dos nossos atletas. É bem complexo e bem gostoso. Sua cabeça fica mil — disse.

Caio Ancelotti, analista de desempenho do Azuriz

De São Paulo ao frio do Paraná

A chegada ao Azuriz também significou uma mudança brusca de rotina. Caio saiu de São Paulo para viver em Pato Branco e precisou se adaptar a uma realidade completamente diferente.

— No começo achei bem estranho, antes de chegar ao clube, porque é mudança de cultura. Eu vim de uma cidade muito grande, São Paulo, e cheguei aqui com um frio tremendo — brincou Caio.

Aos poucos, porém, o frio de Pato Branco deixou de ser novidade. O trabalho passou a ocupar o centro da rotina e o sobrenome Ancelotti, que já chamava atenção antes mesmo de ele mostrar o currículo, ganhou um novo significado dentro do clube.

Mas existe um encontro que Caio ainda espera. Não por interesse profissional, mas para fechar uma história familiar que permanece incompleta.

— Para mim representa muito, é muito gratificante porque ele é um dos treinadores mais famosos, talvez o mais famoso do mundo. E é mais gratificante ainda porque agora ele está representando a nossa Amarelinha — pontuou.

Carlo Ancelotti no amistoso entre Brasil e Austrália

A investigação sobre a árvore genealógica pode terminar um dia frente a frente com Carlo.

— Não cheguei aonde eu queria. Eu vou chegar ainda, porque eu quero chegar até ele, conhecer, não por interesse, mas chegar até ele, conhecer, explicar a história, para ele estar ciente também — completou.

Por enquanto, os dois seguem caminhos opostos no futebol brasileiro, no entanto, ligados pelo mesmo esporte e, claro, pelo peso do sobrenome Ancelotti.

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