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Trump evita responder sobre apoio a Flávio Bolsonaro e volta a dizer que acompanha de perto a eleição no Brasil

Donald Trump na Casa Branca

G1 — Brasil · 2026-10-02T20:05:07.000Z

Donald Trump na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta sexta-feira (2) que acompanha de perto as eleições do Brasil, marcadas para o próximo domingo (4). Perguntado se apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de seu aliado Jair Bolsonaro, o republicano não respondeu diretamente.

"Estamos de olho em tudo e vamos observar esta eleição de muito perto", afirmou.

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O americano não se estendeu no assunto. A declaração foi dada a jornalistas na saída da Casa Branca, antes de embarcar em uma voo no avião presidencial.

Trump repetiu o que havia dito na última quinta-feira (2), quando outro repórter perguntou-lhe a mesma coisa.

"O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", declarou ontem.

A fala rompe com a postura que ele tem adotado em eleições na América Latina. No exemplo mais recente, no pleito da Colômbia, o norte-americano manifestou abertamente apoio ao agora presidente do país, Abelardo de la Espriella.

Na semana passada, congressistas norte-americanos acusaram o governo de Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras, em uma carta enviada ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Esta semana, senadores cobraram da gestão Trump, também por meio de uma carta a Rubio, garantias de que Washington aceitará o resultado do pleito.

No novo documento, os senadores expressaram "preocupação com ações do governo (dos EUA) que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil" e voltaram a apontar uma suposta tentativa de interferência por parte de Washington.

"Ao longo do segundo mandato do Presidente Trump, observamos autoridades dos EUA envolvidas em uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil", diz o documento.

Na carta, eles apresentam, como indícios:

A nomeação de Darren Beattie, político de extrema direita e forte crítico do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como assessor sênior para questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado dos EUA;

A aplicação de novas tarifas extras após uma investigação, segundo relatos, "iniciada por determinação do presidente Trump".

👉 Em agosto, o Departamento do Estado dos EUA afirmou ao g1 que respeitará "qualquer governo" que for eleito em outubro no Brasil. O departamento também negou ter um plano para impedir uma reeleição do presidente Lula.

Ainda assim, o governo brasileiro construiu uma "barreira" para tentar blindar qualquer tentativa de interferência por parte do governo Trump, de acordo com uma reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" com base em fontes de Brasília.

Como exemplo, o Brasil tem buscado apoio de países na Europa e Ásia e monitorado lobbies estrangeiros dentro do país, além de tentar combater informações falsas sobre fraude eleitoral.

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