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Mãe que se acorrentou em hospital diz que filho não deve passar por cirurgia
G1 — Brasil · 2026-10-02T20:32:42.000Z
Mãe que se acorrentou em hospital diz que filho não deve passar por cirurgia
Kauan não deve passar pela cirurgia cardíaca de que precisa. Segundo a mãe, Laise Sousa, médicos do Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (SP) avaliaram que o procedimento apresenta alto risco de morte para o menino. A família deve retornar ao Tocantins.
O menino passou por uma bateria de exames após ser recebido no hospital. Em vídeo publicado nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (2), a mãe contou que os médicos realizaram uma reunião e informaram que não há indicação para a cirurgia.
"É bem difícil começar. Esse vídeo, sabe? A médica acabou de passar, fizeram a reunião, né, que eu falei para vocês que ia fazer. E infelizmente não tem nada para se fazer pelo Cauã, sabe? Ele tem muitos problemas neurológicos, no pulmão e não dá para fazer nada por ele."
Kauan precisaria de uma cirurgia chamada Fontan, um procedimento indicado para pacientes que nascem com apenas um ventrículo funcional no coração.
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No início de setembro, Laise se acorrentou no portão do Hospital Geral de Palmas (HGP) para cobrar a transferência do filho para o hospital de referência em São Paulo.
"A sensação que dá é que. Né, eu lutei tanto e morrer na praia. Mas Deus sabe que eu tentei o melhor. O risco dele, se mexer nele e ele morrer, é muito alto. Então, Não dá pra fazer nada por ele", lamentou a mãe nas redes sociais.
Segundo Laise, a equipe do hospital informou que não há o que fazer e que ela e filho devem ser enviados de volta ao Tocantins. Agora, ela disse que pretende focar em dar conforto ao menino.
"Entender e aceitar. Entender um diagnóstico desse não é fácil. E saber que ele vai ficar em casa agora e quando Deus quiser levar ele, Deus vai, né? Na hora dele".
O Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto informou que "após avaliação do paciente, a equipe médica prestou todos os esclarecimentos à família do mesmo". Também afirmou que a instituição encontra-se impossibilitada por lei de informar, comentar ou compartilhar qualquer dado ou circunstância que envolva o paciente e possa expor dados sobre ele. .
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Relembre o caso
A família é de Paraíso do Tocantins, que fica a cerca de 60 km de Palmas. O caso se arrasta desde 2024, quando Laise pediu o tratamento fora de domicílio. Em julho de 2025, a Justiça determinou que o Estado transferisse a criança para o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, por meio de UTI aérea, com direito a um acompanhante e ao custeio da estadia.
Um ano depois, a Justiça expediu uma nova decisão, bloqueando o valor necessário para a realização da cirurgia.
Laise se acorrentou ao portão do HGP na manhã do dia 9 de setembro. No mesmo dia, ela deixou o local e se acorrentou em frente ao Ministério Público, pedindo a transferência do filho.
Na época, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente havia sido acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína e que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada no caso dele, devido às condições clínicas da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica.
No dia 12 de setembro de 2026, o Estado informou que a transferência do paciente estava liberada e aguardava o aceite da unidade de destino, em São Paulo. Kauan foi transferido para São Paulo 14 dias depois.
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