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Seções eleitorais terão geradores elétricos no Rio
G1 — Brasil · 2026-10-03T10:56:52.000Z
Seções eleitorais terão geradores elétricos no Rio
No Rio de Janeiro, uma das preocupações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para as eleições é o furto de cabos de energia, que pode deixar locais de votação sem luz. Diante do problema, o tribunal pediu ao Governo do Estado a locação de geradores para 49 escolas estaduais que enfrentam falhas no fornecimento de energia.
Nas últimas semanas, a Secretaria Estadual de Educação identificou um aumento nos furtos de cabos em diversos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) e comunicou a situação ao TRE.
Os casos se intensificaram em cidades como Rio de Janeiro, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Petrópolis, Queimados, Paracambi e Tanguá. São Gonçalo e Nova Iguaçu concentram o maior número de unidades afetadas: o TRE solicitou geradores para 10 escolas em São Gonçalo e nove em Nova Iguaçu.
A Secretaria de Educação informou que aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Estado para definir a empresa responsável pelo fornecimento dos equipamentos. As propostas apresentadas têm valores próximos de R$ 1,1 milhão por turno.
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De acordo com o governo do estado, 9 furtos foram registrados em unidades escolares nos últimos 20 dias.
Um dos casos ocorreu na última terça-feira (29), no Ciep Brizolão 137 Cecília Meireles, em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo o boletim de ocorrência, dois criminosos invadiram a unidade e tentaram furtar a fiação de alta tensão, mas não conseguiram e fugiram. O caso é investigado pela 105ª DP (Petrópolis).
Diante do problema, reuniões realizadas no TRE-RJ definiram ações conjuntas entre o estado, o tribunal e os 16 municípios mais afetados pelos furtos de cabos, que podem comprometer a infraestrutura necessária para a realização das eleições.
Entre as medidas acertadas, as guardas municipais dessas cidades poderão atuar de forma integrada às forças estaduais na proteção das unidades e na preservação das condições necessárias ao processo eleitoral, sob a coordenação do TRE.
Medidas da Educação
Temendo novos episódios de furto e vandalismo em escolas que serão utilizadas como locais de votação nas eleições de 4 de outubro, a secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, encaminhou na segunda (28) uma orientação às diretorias regionais e às unidades escolares determinando que seja garantido o acesso de agentes das guardas municipais às dependências desses colégios.
O Ciep Brizolão 137 Cecília Meireles, em Petrópolis, foi alvo dos criminosos na terça-feira (29)
A medida busca reforçar a segurança, proteger o patrimônio público e preservar a infraestrutura necessária para a realização do pleito.
Segundo a orientação, diretores, servidores e demais responsáveis pelas escolas não poderão impedir ou dificultar a entrada de guardas municipais devidamente identificados.
A medida tem como objetivo proteger as instalações, equipamentos e a infraestrutura das unidades escolares que serão utilizadas pela Justiça Eleitoral durante o pleito.
A Seeduc também orienta que eventuais problemas relacionados à segurança, ao patrimônio ou à infraestrutura das escolas sejam comunicados imediatamente às Diretorias Regionais Administrativas (DRAs).
No documento, a secretaria destaca a necessidade de cooperação entre as escolas, a Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança para garantir a realização das eleições.
De acordo com um documento interno da Seeduc, obtidos pelo g1, atualmente, 62 unidades estão com algum tipo de problema relacionado ao furto de cabo. Vinte e seis delas estão com aulas parciais e 3 estão com as aulas suspensas.
Urnas funcionam sem energia
Mas, se faltar luz, as urnas eletrônicas continuam funcionando. Cada equipamento tem uma bateria com autonomia de até 12 horas, tempo suficiente para cobrir todo o período de votação.
O maior impacto pode ser na mobilidade dos eleitores. Na capital fluminense, há locais de votação em prédios de até 10 andares, e a falta de energia pode impedir o uso dos elevadores.
E, se alguma urna apresentar defeito, existem equipamentos de contingência prontos para substituição.
Urnas conferidas pela Justiça Eleitoral
Em 2022, nas eleições no RJ, menos de 1% das urnas apresentaram problemas e tiveram que ser substituídas.
Neste domingo (4), mais de 12 milhões de eleitores estão aptos a votar em todo o estado.
Para garantir a votação, o TRE-RJ preparou cerca de 42 mil urnas eletrônicas, entre equipamentos que serão utilizados nas seções eleitorais e urnas reservas, que poderão substituir aquelas que apresentarem algum problema.
O que dizem os citados
A Procuradoria-Geral do Estado não respondeu.
A Polícia Civil disse que intensificou as ações contra furtos e receptação de cabos e outros componentes que possam comprometer serviços essenciais nas unidades escolares no próximo domingo (4).
Em nota, a Civil disse que “investiga todos os casos de furto de cabos comunicados pela Secretaria de Estado de Educação. As investigações são conduzidas com base em inteligência e buscam identificar toda a cadeia criminosa, desde os furtadores até receptadores e estabelecimentos que adquiram ou comercializem material de origem ilícita. A atuação não se limita à ponta do crime, mas busca atingir as estruturas que sustentam esse mercado ilegal.”
Ainda de acordo com a instituição, a Polícia Civil “mantém interlocução permanente com a Secretaria de Educação e demais instituições envolvidas para o compartilhamento de informações e acompanhamento dos casos.”
Confia as notas na íntegra
Governo do Estado
“O Governo do Estado informa que está adotando uma série de medidas para garantir a segurança e o regular andamento das Eleições Gerais de 2026.
Em reuniões realizadas no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), foram alinhadas ações entre o Governo do Estado, o Tribunal e os 16 municípios mais afetados por ocorrências de furto de cabos que, eventualmente, poderiam comprometer a infraestrutura necessária à realização do pleito.
Ficou estabelecido que as guardas municipais desses municípios poderão atuar de forma integrada às forças estaduais, auxiliando na proteção das unidades e na preservação das condições necessárias ao processo eleitoral, sempre sob a coordenação do TRE-RJ.
Participaram das tratativas o Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro (GSI-RJ), a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, representantes dos 16 municípios envolvidos e a Secretaria de Estado de Educação, que acompanhou todo o processo de organização.
O esquema especial de segurança inclui a mobilização de 17 mil policiais militares que farão o patrulhamento das vias públicas e dos locais de votação, além da escolta das urnas e a guarda permanente de prédios e bases da Justiça Eleitoral. Também estão previstas tropas especializadas em pontos estratégicos. Unidades de Controle de Distúrbios do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) ficarão posicionadas nas sedes dos Comandos de Policiamento de Área (CPAs), prontas para agir em qualquer situação de emergência.
A Polícia Civil manterá todas as delegacias (DGPC, DGPB e DGPI) com equipes completas e reforço de delegados e agentes durante o primeiro turno das eleições, garantindo a capacidade de atendimento e resposta às ocorrências.
Sobre os casos de furto de cabos comunicados pela Secretaria de Estado de Educação, a Polícia Civil investiga todas as ocorrências com base em inteligência e busca identificar toda a cadeia criminosa, desde os furtadores até receptadores e estabelecimentos que adquiram ou comercializem material de origem ilícita. A atuação não se limita à ponta do crime, mas busca atingir as estruturas que sustentam esse mercado ilegal.
Esse trabalho é realizado de forma permanente pela Operação Caminhos do Cobre, coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Desde setembro de 2024, foram realizadas mais de 650 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 350 prisões, além da apreensão de aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos. Também foram solicitados bloqueios de cerca de R$ 240 milhões e aplicadas aproximadamente R$ 75 milhões em multas.
Para as Eleições deste ano, a Polícia Civil intensificará as ações contra furtos e receptação de cabos e outros componentes de infraestrutura crítica que possam comprometer serviços essenciais. As ocorrências terão tratamento prioritário. A instituição mantém interlocução permanente com a Secretaria de Educação e demais instituições envolvidas para o compartilhamento de informações e acompanhamento dos casos.
Para prevenir e combater esse tipo de crime, a Secretaria de Educação está ampliando a instalação de sistemas de alarme nas unidades da rede estadual. As ocorrências são acompanhadas pelas equipes responsáveis pela infraestrutura das escolas, que atuam para restabelecer os serviços afetados, e a pasta mantém diálogo permanente com as forças de segurança.
Em 21 dias, foram registrados 9 furtos em unidades escolares. Diante do problema, a atual gestão iniciou uma força-tarefa para acelerar a recuperação dos sistemas elétricos das escolas afetadas, o que permitiu avançar na solução dos problemas. Quando necessário, o conteúdo perdido é reposto a partir de um Plano Especial de Estudos desenvolvido pela direção da unidade.”
“A Polícia Civil investiga todos os casos de furto de cabos comunicados pela Secretaria de Estado de Educação. As investigações são conduzidas com base em inteligência e buscam identificar toda a cadeia criminosa, desde os furtadores até receptadores e estabelecimentos que adquiram ou comercializem material de origem ilícita. A atuação não se limita à ponta do crime, mas busca atingir as estruturas que sustentam esse mercado ilegal.
Esse trabalho é realizado de forma permanente pela Operação Caminhos do Cobre, coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Desde setembro de 2024, foram realizadas mais de 650 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 350 prisões, além da apreensão de aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos. Também foram solicitados bloqueios de cerca de R$ 240 milhões e aplicadas aproximadamente R$ 75 milhões em multas.
Para as eleições deste ano, a Polícia Civil intensificou as ações contra furtos e receptação de cabos e outros componentes de infraestrutura crítica que possam comprometer serviços essenciais. A instituição mantém interlocução permanente com a Secretaria de Educação e demais instituições envolvidas para o compartilhamento de informações e acompanhamento dos casos.
É importante ressaltar que parte significativa dos autores desse tipo de crime são reincidentes, o que evidencia o desafio imposto por leis ainda brandas e lenientes, que favorecem a continuidade dessas práticas e geram retrabalho para as forças de segurança. A Polícia Civil seguirá com a atuação contínua, independentemente do desafio imposto.”
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