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Baleia-jubarte é encontrada morta à beira-mar no litoral de SP

Baleia-jubarte é encontrada morta em praia do litoral de SP

G1 — Brasil · 2026-10-03T16:08:22.000Z

Baleia-jubarte é encontrada morta em praia do litoral de SP

Uma baleia-jubarte foi encontrada morta após encalhar na praia do Centro de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Equipes do Instituto Biopesca foram até o local para fazer a necrópsia do animal. Ainda não é possível definir a causa da morte.

Segundo informações da Prefeitura de Mongaguá e da Guarda Ambiental (GEPAM), o animal é uma jubarte macho, de idade juvenil, em estado avançado de decomposição. Não há confirmação oficial do peso e tamanho da baleia.

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As Equipes de Serviço de Manutenção Urbana foram acionadas para atendimento, assim como o Instituo Biopesca, que começou a análise do cadáver por volta de 11h30.

O guarda ambiental Renato Ribeiro, contou ao g1 que foi acionado por pescadores para a ocorrência, por volta das 7h20. Ele explicou que, por conta da alta da maré, o processo de necrópsia não poderia ser feito com segurança no local até que o nível recuasse. Após a necrópsia, a carcaça do animal deverá será retirada pela equipe da prefeitura e encaminhada a um aterro sanitário.

Equipes do Instituto Biopesca realizam necrópsia de baleia morta em Mongaguá, SP

Guarda Ambiental de Mongaguá

O g1 entrou em contato com o Instituto Biopesca em busca de mais informações sobre o animal encontrado e a realização da necrópsia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Riscos da aproximação

A orientação técnica em casos de animais mortos na praia é nunca se aproximar, manter distância e acionar imediatamente os órgãos competentes para que o local seja isolado.

Segundo o biólogo Eric Comin, a interação de banhistas com a carcaça de animais à beira-mar é perigosa. Os principais riscos associados a um encalhe envolvem saúde pública, segurança física e impacto ambiental.

"Animais mortos carregam bactérias, vírus e fungos altamente contagiosos para humanos", explicou o especialista. Além disso, o mau cheiro extremo indica a liberação de gases tóxicos, que podem provocar náuseas, tontura e dores de cabeça. Há também o risco de o corpo do animal se romper devido ao acúmulo desses gases.

O odor de sangue e carne pode atrair predadores, como tubarões. Além disso, a gordura e os fluidos liberados pelo animal são responsáveis por contaminar a água ao redor do corpo do animal, ainda de acordo com o biólogo.

Baleia é encontrada morta em Mongaguá, SP

Guarda Ambiental de Mongaguá

Sobre as Jubartes

Segundo o biólogo, nesta época do ano as baleias-jubarte já estão em processo de migração. A jornada começa nas águas geladas da Antártica, onde os animais passam o verão se alimentando e acumulando energia.

Em seguida, eles seguem para a costa brasileira, que oferece condições mais favoráveis para a reprodução e a amamentação dos filhotes. De acordo com Comin, essa é uma das maiores migrações realizadas por mamíferos no planeta. Algumas baleias percorrem milhares de quilômetros em busca de águas mais quentes e tranquilas.

Durante esse deslocamento, é comum que os animais sejam avistados no litoral paulista. Os adultos podem medir entre 13 e 16 metros de comprimento e pesar até 50 toneladas.

Após o período reprodutivo, as jubartes iniciam o retorno à Antártica. Nessa etapa, os filhotes já estão mais desenvolvidos e começam a aprender a se alimentar antes de enfrentar a longa viagem de volta.

Ilustração de uma jubarte mostra a região das pregas ventrais (parte branca abaixo da boca).

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