ITATIBA1
Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris.
G1 — Brasil · 2026-10-03T18:35:10.000Z
Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris.
O protesto estudantil que se espalhou pela França está agora "fora de controle", afirmou o chefe da polícia de Paris neste sábado (03). Ele pediu que os manifestantes retomassem ações pacíficas e alertou que as autoridades responderiam com firmeza a atos de violência e vandalismo.
A polícia de choque entrou em confronto com estudantes do ensino médio em várias regiões do país na sexta-feira (02).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Sindicatos também convocaram professores para uma greve, enquanto o governo do presidente Emmanuel Macron tentava conter os protestos, que se tornaram cada vez mais violentos. Os estudantes reclamam das condições nas salas de aula e da falta de investimentos na educação.
Desde segunda-feira (28), cerca de 5 mil pessoas, a maioria adolescentes, foram presas em todo o país, e dezenas ficaram feridas.
Estudantes protestam contra cortes no orçamento para educação na França
Agathe Foucault, porta-voz da polícia nacional, afirmou à rádio RTL neste sábado (03) que mais de 600 policiais também ficaram feridos.
Professores e outros cidadãos foram atacados, enquanto os prejuízos materiais são estimados em dezenas de milhões de euros.
Em uma carta aberta publicada no X antes dos novos protestos previstos para a próxima terça-feira, o chefe da polícia de Paris, Patrice Faure, afirmou que aqueles que deram início ao movimento já não tinham controle sobre ele.
Ele pediu aos estudantes que abandonassem os bloqueios nas escolas e os atos de violência e adotassem formas pacíficas de manifestação.
"É hora de voltar a formas pacíficas de ação", escreveu Faure. Ele também afirmou que os pais têm a responsabilidade de afastar os filhos do que classificou como a influência de "manifestantes profissionais" e de seus apoiadores.
Os sindicatos estudantis convocaram uma mobilização nacional para terça-feira. Autoridades de segurança temem que um ato organizado no centro de Paris, em particular, provoque novos episódios de violência.
Há também preocupação de que grupos anarquistas de extrema esquerda se apropriem do movimento.
Os estudantes que bloqueiam as escolas de ensino médio protestam contra a superlotação das salas de aula, a falta frequente de professores e as condições precárias das instalações. Eles atribuem os problemas a anos de falta de investimentos na educação.