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Garotinho vota no Catete, na Zona Sul do Rio

Garotinho votou em instituição de ensino no Catete, na Zona Sul do Rio

G1 — Brasil · 2026-10-04T13:58:39.000Z

Garotinho votou em instituição de ensino no Catete, na Zona Sul do Rio

Guilherme Vizane/ TV Globo

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) votou neste domingo (4) na 16ª Zona Eleitoral. Ele votou no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, no Catete, na Zona Sul do Rio, às 10h49.

O candidato disse que aguarda uma decisão final sobre a candidatura, que ainda é julgada em recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sexta (2), a Justiça determinou que os votos dados a ele fossem considerados nulos até uma decisão final.

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Garotinho, que chegou sozinho para votar, afirmou que vai aguardar o resultado do pleito antes de tomar alguma decisão. Ele criticou a decisão que o tornou inelegível.

“Vou esperar para ver o que vai acontecer e ver o tamanho da perda que eu tive”, afirmou.

Garotinho afirmou que, a princípio, não apoiaria nenhum candidato em um possível segundo turno. Ele negou que seja uma espécie de “terceira via” para o eleitor.

“Você vai para o Judiciário, tem banda podre; você vai para o Ministério Público, tem um pedaço de banda podre. Você vai para a polícia, tem um pedaço de banda podre; vai para a imprensa, tem um pedaço de banda podre. Vai para os partidos políticos, tem um pedaço de banda podre. É uma coisa muito complicada, sabe?”, disse Garotinho.

Garotinho votou em colégio na Zona Sul do Rio

Guilherme Vizane/ TV Globo

Na última sexta-feira (2), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogou uma liminar que beneficiava Anthony Garotinho. Com a nova decisão, Garotinho perde o acesso aos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e fica impedido de usar o horário eleitoral gratuito.

Na decisão, o ministro reforçou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) de que os votos dados ao ex-governador serão nulos até que seja analisado o recurso no TSE.

Ou seja, embora o nome de Garotinho esteja nas urnas no domingo (4), os votos dados a ele não serão considerados válidos neste momento e aparecerão como "anulados sub judice", já que está em vigor a decisão que indeferiu seu registro de candidatura.

Garotinho teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mas recorreu da decisão ao TSE. O recurso ainda não foi julgado.

Por isso, o nome do candidato continuará aparecendo normalmente nas urnas, mas os votos recebidos por ele não serão considerados válidos enquanto estiver em vigor o indeferimento da candidatura.

A decisão desta sexta também revogou uma liminar que garantia a Garotinho acesso a recursos públicos de campanha e ao horário eleitoral gratuito.

Aos 66 anos, Anthony Garotinho volta a disputar o governo do Rio de Janeiro pela quarta vez. Técnico em contabilidade, jornalista e político, ele tem mais de quatro décadas de trajetória na política fluminense e já disputou 12 eleições para diferentes cargos, incluindo a Presidência da República.

Garotinho foi prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, por dois mandatos, governador do Rio entre 1999 e 2002, secretário estadual de Segurança, secretário estadual de Governo e deputado federal.

Em 2002, concorreu à Presidência pelo PSB e terminou em terceiro lugar, com cerca de 15 milhões de votos.

Ao longo da carreira, também disputou outras vezes o governo estadual. Em 2010, desistiu da candidatura ao Palácio Guanabara e foi eleito deputado federal com a maior votação do estado.

Em 2014, ficou em terceiro lugar na eleição para governador. Em 2018, teve a candidatura ao governo barrada pela Justiça Eleitoral.

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