ITATIBA1

Morre primeiro delegado com nanismo do ES: Carlos Tadeu ajudou a elucidar crimes da greve da PM

Morre primeiro delegado com nanismo do Espírito Santo: Carlos Tadeu ajudou a elucidar crimes da greve da PM

G1 — Brasil · 2026-07-27T15:23:01.000Z

Morre primeiro delegado com nanismo do Espírito Santo: Carlos Tadeu ajudou a elucidar crimes da greve da PM

Nestor Mulle/Cedoc A Gazeta

Morreu neste domingo (26), aos 60 anos, o delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Carlos Tadeu Carvalho de Menezes. Ele tinha 60 anos e ficou conhecido também como o primeiro delegado com nanismo da Polícia Civil do estado. A causa da morte ainda não foi divulgada.

A informação foi divulgada pelo delegado-geral da corporação, Jordano Bruno Gasperazzo, em uma postagem nas redes sociais.

"Deixou um legado de comprometimento, dedicação, alegria e amizade entre os colegas de trabalho, além de um profundo amor e respeito pela profissão e pela população que atendia", escreveu Jordano.

Conhecido como doutor Tadeu, ele ingressou na Polícia Civil em 1995, como escrivão, e foi nomeado delegado em 2007. Atualmente, estava lotado na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha.

Tadeu entrou para a história da corporação ao se tornar o primeiro delegado com nanismo da Polícia Civil do Espírito Santo, tornando-se um símbolo de representatividade e inclusão na instituição.

Ao longo da carreira, atuou em diversas unidades, entre elas o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), além das delegacias de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do estado.

MAUS-TRATOS: Homem é preso por torturar e matar cadela comunitária a golpes de facão e madeira no Sul do ES

BRIGA NA RUA: Pai é baleado por vizinho de 80 anos após discussão por bola de futebol de crianças em Vila Velha

'TÚMULO BEM FEITO': marido refez o piso de casa após matar e enterrar corpo da esposa dentro de casa

Agora no g1

Em 2019, ele foi designado pelo então chefe do DEHPP, delegado José Lopes, para integrar a equipe de dois delegados responsável por auxiliar nas investigações dos inquéritos que permaneciam em aberto sobre as mortes registradas durante a greve da Polícia Militar, em fevereiro de 2017.

O trabalho de doutor Tadeu constribuiu para a elucidação dos homicídios que foram cometidos durante os dias em que a polícia ficou de braços cruzados.

Nas redes sociais, colegas, amigos e moradores lamentaram a morte do delegado.

"Que notícia triste! Ele trabalhou comigo quando era escrivão de polícia. Um brilhante policial e um ser humano exemplar. Que Deus conforte familiares e amigos", escreveu o senador Fabiano Contarato.

"Escreveu sua história na polícia com profissionalismo, humanidade e alegria. Que Deus o receba", comentou uma internauta. "Sempre brincalhão e bem-humorado", lembrou outro. "Meu vizinho. Sempre muito educado. Pequeno grande homem. Que Deus conforte familiares e amigos", escreveu outra pessoa no mesmo post.

A Polícia Civil do Espírito Santo manifestou seus sentimentos de solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.

Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo

Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Leia no Itatiba1 →