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Carlos Zarattini (PT), de 67 anos, e sua sobrinha Luna Zarattini (PT), de 32 anos, foram eleitos deputados federais por São Paulo neste domingo (4).
G1 — Brasil · 2026-10-05T03:48:07.000Z
Carlos Zarattini (PT), de 67 anos, e sua sobrinha Luna Zarattini (PT), de 32 anos, foram eleitos deputados federais por São Paulo neste domingo (4).
São Paulo elegeu dois integrantes da família Zarattini para a Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo (4): Carlos Zarattini (PT), de 67 anos, e sua sobrinha Luna Zarattini (PT), de 32 anos.
Carlos recebeu 117.596 votos e Luna teve 233.733 votos. Com o resultado, tio e sobrinha passam a integrar a bancada paulista na Câmara.
A eleição de Luna representa também a continuidade de uma trajetória política familiar iniciada antes mesmo da criação do PT. Ela é neta de Ricardo Zarattini, uma das referências históricas da família e militante da esquerda que foi perseguido e preso durante a ditadura militar.
Luna já havia seguido os passos do avô e do tio na política ao se eleger vereadora de São Paulo em 2024.
Trajetória na esquerda
A história política dos Zarattini tem como principal personagem da geração anterior Ricardo Zarattini, avô de Luna e pai de Carlos. Militante de esquerda durante a ditadura militar, Ricardo foi preso político e, em 1969, esteve entre os presos libertados em troca do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Elbrick.
A trajetória da família se aproximou do PT desde a formação do partido. Carlos Zarattini construiu sua carreira política pela legenda e chegou à Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2006. Desde então, foi reeleito sucessivamente e, com o resultado de 2026, conquistou um novo mandato.
Antes de chegar à Câmara, Carlos também foi deputado estadual em São Paulo. Na eleição de 2022, havia sido reeleito deputado federal com 147.349 votos.
Luna é da geração seguinte. Ela é filha da repórter-fotográfica Mônica Zarattini e sobrinha de Carlos. A trajetória política começou ainda na juventude, quando se envolveu com movimentos estudantis e, posteriormente, com pautas ligadas à educação e às desigualdades sociais.
Em 2020, Luna tentou pela primeira vez uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo, mas não foi eleita. Em 2023, assumiu como suplente e, no ano seguinte, foi eleita vereadora pelo PT com cerca de 100 mil votos.
Na Câmara Municipal, tornou-se líder da bancada petista e presidiu a Comissão de Direitos Humanos.
De avô para neta
Ao falar sobre sua trajetória política, Luna já apontou o avô como uma de suas principais referências. Ricardo Zarattini é descrito por ela como uma inspiração política, especialmente pela atuação durante a ditadura militar e pela ligação com as lutas da esquerda.
A chegada de Luna à Câmara dos Deputados, portanto, coloca três gerações da família Zarattini na trajetória política brasileira: Ricardo, Carlos e agora Luna, embora em períodos diferentes.
Carlos, que iniciou sua carreira política ainda durante a ditadura e posteriormente se tornou uma das figuras tradicionais do PT paulista, agora dividirá a bancada federal com a sobrinha, que chega ao Congresso aos 32 anos.
Nas eleições deste ano, Luna foi uma das candidatas mais votadas para deputado federal em São Paulo, com 233.733 votos, ficando entre os dez primeiros colocados no estado. Carlos, com 117.596 votos, também garantiu uma das 70 cadeiras destinadas a São Paulo na Câmara.