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Plenário da Câmara Legislativa do DF durante sessão ordinária.
G1 — Brasil · 2026-10-05T07:00:00.000Z
Plenário da Câmara Legislativa do DF durante sessão ordinária.
Carolina Curi/Agência CLDF
Encerrada a apuração das urnas no Distrito Federal, as eleições deste domingo (4) deram novo mandato a 80% dos deputados distritais que votaram a favor da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A compra do Master foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025, mas já tinha recebido o aval da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com ampla votação.
Antes mesmo da autorização da Câmara Legislativa e da proibição do Banco Central, o BRB chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Daniel Vorcaro – hoje, preso no complexo da Papudinha.
Caso Master não afetou reeleições
Na Câmara Legislativa, o caso Master não parece ter impactado o desempenho eleitoral dos parlamentares – nem dos favoráveis, nem dos contrários. Dos 22 deputados que participaram da votação, 18 conseguiram se reeleger – 81,8% do total.
Dos 15 distritais que votaram a favor da aquisição do Banco Master:
11 foram reeleitos para a própria Câmara Legislativa: Eduardo Pedrosa (União Brasil), Roosevelt Vilela (PL), Robério Negreiros (Podemos), Jaqueline Silva (MDB), Pepa (PP), Wellington Luiz (MDB), Martins Machado (Republicanos), Hermeto (MDB), Pastor Daniel de Castro (PP), João Cardoso (PL) e Rogério Morro da Cruz (PSD).
Um conquistou vaga na Câmara dos Deputados: Thiago Manzoni (PL).
Três não renovaram mandatos: Doutora Jane (MDB), Iolando (MDB) e Jorge Vianna (PSD).
Opositores também se reelegeram
O desempenho eleitoral também foi alto entre os parlamentares que votaram contra a compra do Master pelo BRB.
Seis dos sete deputados distritais que se opuseram à transação foram reeleitos em 2026 – o equivalente a 85,7%.
Cinco seguirão na Câmara Legislativa: Max Maciel (PSOL), Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT), Ricardo Vale (PT) e Dayse Amarilio (PSB).
Um foi eleito deputado federal: Fábio Félix (PSOL).
A única integrante desse grupo que não foi eleita foi Paula Belmonte (PSDB), que concorreu ao governo do Distrito Federal e ficou na terceira posição, com 8,51% dos votos válidos.
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