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Sadi: STF foi cabo eleitoral de candidatos da direita ao Senado
G1 — Política · 2026-10-05T13:08:39.000Z
Sadi: STF foi cabo eleitoral de candidatos da direita ao Senado
O resultado das eleições para o Senado mostrou uma onda de candidatos da direita que fizeram da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) uma das principais bandeiras de campanha.
O movimento lembra, em alguma medida, o que aconteceu nas eleições de 2018, quando houve uma forte renovação no Congresso. Desta vez, principalmente na disputa pelo Senado, candidatos da direita souberam explorar um sentimento anti-Supremo presente em parte do eleitorado.
O principal cabo eleitoral da eleição para o Senado neste ano foi o STF.
Ao longo da campanha, candidatos já sinalizavam que explorariam temas relacionados à Corte, especialmente a possibilidade de impeachment de ministros. A pauta ganhou ainda mais espaço em meio à crise envolvendo o Supremo e o caso Master.
Há também uma conexão entre esse movimento e a disputa pela Presidência. Assim como o antipetismo teve peso na campanha presidencial, a oposição ao Supremo — e especialmente ao ministro Alexandre de Moraes — foi explorada por candidaturas da direita ao Senado.
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Por que o Senado importa para o STF?
A escolha dos senadores tem uma relação direta com o Supremo porque a Constituição atribui à Casa poderes específicos sobre a Corte.
É o Senado que analisa e aprova previamente os nomes indicados pelo presidente da República para ocupar vagas no STF. Também cabe exclusivamente aos senadores processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade.
Por isso, a possibilidade de impeachment de ministros do STF pautou a campanha de vários candidatos ao Senado que conquistaram uma cadeira a partir de 2027.
O resultado mostrou que esses candidatos conseguiram transformar uma discussão institucional que vinha dominando a política em Brasília em uma bandeira eleitoral.
Composição do Senado por partido