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Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP)
G1 — Campinas e Região · 2026-10-05T12:42:09.000Z
Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP)
O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais votado nas seções instaladas na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP) e no Centro de Detenção Provisória de Campinas (SP), os únicos presídios da região de Campinas que tiveram votação. O primeiro turno das eleições de 2026 aconteceu neste domingo (4).
Segundo os boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 216 votos contra 13 de Flávio Bolsonaro (PL). Esse cenário se repetiu na corrida para governador de São Paulo: Fernando Haddad (PT) recebeu 210 votos, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acabou reeleito, teve 15.
Já entre os candidatos de São Paulo para o Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) foram as mais votadas com 198 e 186, respectivamente. Ainda consecutivamente, os eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) receberam 5 e 17 votos.
Para deputado federal, Jonas Donizette (PSB) foi o vencedor com 40 votos. Por fim, para deputado estadual, Eduardo Suplicy (PT) liderou sendo a escolha de 91 eleitores.
Ao todo, 239 eleitores votaram nessas seções — de 344 aptos, incluindo sete temporários. Além de presos temporários, o número abrange agentes penitenciários, policiais penais e servidores (entenda abaixo).
Lula (PT) - 216
Flávio Bolsonaro (PL) - 13
Escritor Augusto Cury (Avante) - 6
Renan Santos (Missão) - 1
Brancos - 2
Nulos - 1
Fernando Haddad (PT) - 210
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 15
Carlos Machado (PCB) - 1
Brancos - 5
Nulos - 4
Simone Tebet (PSB) - 198
Marina Silva (Rede) - 186
André do Prado (PL) - 17
Guilherme Derrite (PP) - 5
Geraldo Rufino (Podemos) - 5
Guto Schiavetto (Missão) - 2
Weller Gonçalves (PSTU) - 1
Maíra de Souza (UP) - 1
Brancos - 30
Nulos - 25
Jonas Donizette (PSB) - 40
Professora Adriana Martins (PT) - 35
Tabata Amaral (PSB) - 15
Macarrão (PT) - 9
Baleia Rossi (MDB) - 8
Rui Falcão (PT) - 7
João Paulo Cunha (PT) - 7
Juliana Cardoso (PT) - 7
Erika Hilton (PSOL) - 6
Orlando Silva (PCdoB) - 6
Voto na legenda PT - 5
Sirlange Manga (União) - 5
Zé Dirceu (PT) - 5
Betinho Neves (Republicanos) - 4
Diego Turato (PT) - 4
Guilherme Ubiali (PSDB) - 4
Caneta Azul - Manoel Gomes (Avante) - 3
Cicera Maria (PT) - 3
Santo Legaliza (PSOL) - 3
Luna Zarattini (PT) - 2
Policial Katia Sastre (PL) - 2
Arlindo Chinaglia (PT) - 2
Pastora Sandra Alves (União) - 2
Silvia Abravanel (PSB) - 2
Pedro Tourinho (PT) - 2
Reis (PT) - 2
Aureo Bacelar (PT) - 2
Celso Russomanno (Republicanos) - 2
Alex Guru (Republicanos) - 1
Arafeth (PDT) - 1
Robertinho Mendonça (PDT) - 1
Marcia Lia (PT) - 1
Carlos Zarattini (PT) - 1
Vicentinho (PT) - 1
Fabio Teruel (MDB) - 1
Voto na legenda MDB - 1
Felipe Becari (Podemos) - 1
Renato Bolsonaro (PL) - 1
Samuel Enfermeiro (PSB) - 1
Kim Kataguiri (Missão) - 1
Guilherme Cortez (PSOL) - 1
Adriana Perfeito (Avante) - 1
Anderson Gimenes Papapenal (Avante) - 1
Barjas Negri (PSD) - 1
Sâmia Bomfim (PSOL) - 1
Brancos - 20
Nulos - 3
Eduardo Suplicy (PT) - 91
Aloísio Gama de Santana (PT) - 16
Professora Ana Olinda (PT) - 11
Leci Brandão (PCdoB) - 10
Dra. Mayra (Republicanos) - 8
Marcolino (PT) - 7
Voto de legenda PT - 5
Leonardo Grandini (PT) - 4
Fernanda Curti (PT) - 4
Campos (PT) - 3
Bete Siraque (PT) - 3
Carlos Giannazi (PSOL) - 3
Barros Munhoz (PSD) - 3
Ana Perugini (PT) - 2
Dani Alonso (PL) - 2
Esther Moraes (PV) - 2
Carlos Aquino (PT) - 2
Fábio Jaba (PSB) - 2
Dr. Isael (PL) - 2
Voto de legenda Rede - 2
Voto de legenda PL - 2
Maurici (PT) - 1
Professora Bebel (PT) - 1
Rafa Minato (Missão) - 1
Delegada Olívia Fonseca (MDB) - 1
Voto de legenda Cidadania - 1
Abidan Henrique (PSB) - 1
Zenil Baixinho da Estação (PSB) - 1
Jorge Wilson Xerife Consumidor (Republicanos) - 1
Voto de legenda PDT - 1
Meire Silva (PT) - 1
Duda Hidalgo (PT) - 1
Professor Agnério (PT) - 1
Paulo Fiorilo (PT) - 1
Edson Ferraz (MDB) - 1
Voto de legenda MDB - 1
Sônia Modena (Podemos) - 1
Vanessa Ziotti (PSB) - 1
Voto de legenda PSB - 1
Rafa Zimbaldi (União) - 1
Paula da Bancada Feminista (PSOL) - 1
Luiza Erundina (PSOL) - 1
Voto de legenda PSOL - 1
Rogerio Nogueira (PSD) - 1
Voto de legenda PCdoB - 1
Diretor Sergio Panis Filho (Avante) - 1
Brancos - 23
Nulos - 3
Quem pode votar
Complexo Penitenciário Campinas Hortolândia, onde fica o CDP de Campinas
O número considera presos temporárias, mesários, agentes penitenciários, policiais penais e servidores.
De acordo com resolução do TSE, apenas presos provisórios — portanto, aqueles que estão recolhidos em estabelecimentos penais sem condenação criminal transitada em julgado — e adolescentes e jovens de 16 a 21 anos, submetidos à medida socioeducativa de internação, podem votar.
A participação dos presos provisórios depende de manifestação prévia, permitindo a transferência temporária do título de eleitor para uma seção instalada no local.
Com exceção de determinação contrária de um juiz eleitoral, é necessário ter o número mínimo de 20 eleitores para instalação de uma seção em uma unidade prisional.
Como funciona a votação
Urna de votação das Eleições 2026
ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), o espaço destinado à votação é isolado dos demais ambientes da unidade e segue os mesmos protocolos adotados em qualquer outro local do país.
A disposição da urna e da cabine garante o sigilo do voto, impedindo a visualização por terceiros e mantendo o equipamento fora do alcance das câmeras de monitoramento.
A Polícia Penal atua na escolta dos votantes, acompanhando todo o deslocamento dos presos dentro da unidade, na segurança dos mesários e na proteção das urnas eletrônicas.
Direito ao voto pode mudar
A expectativa é que essas sejam as últimas eleições nas quais os presos provisórios terão direito a voto.
Isso porque a Lei Antifacção (ou Lei Raul Jungmann), que entrou em vigor em março de 2026, proíbe o alistamento eleitoral e o voto de todo e qualquer preso, definitivo ou provisório. Porém, a validade do texto ainda será discutida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida só não começou a valer neste ano porque o TSE, em abril, decidiu manter o direito de voto dos presos provisórios.
Os ministros entenderam que o veto violaria o princípio da anualidade eleitoral, que impede mudanças nas regras a menos de um ano das disputas por cargos eletivos.
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