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Pesquisadora de peste na Sibéria morre por causa desconhecida, e Rússia coloca hospital em quarentena

A Rússia colocou um hospital inteiro em quarentena após uma funcionária de um instituto de pesquisa da peste na Sibéria morrer por causas desconhecidas.

G1 — Brasil · 2026-10-05T16:30:48.000Z

A Rússia colocou um hospital inteiro em quarentena após uma funcionária de um instituto de pesquisa da peste na Sibéria morrer por causas desconhecidas.

O mistério fez com que autoridades colocassem o hospital em que a pesquisadora esteve internada em quarentena para investigar as casuas. E gerou uma onda de temor na Rússia de que a peste possa estar se espalhando pelo país.

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Agentes de saúde também estão monitorando pessoas com quem a pesquisadora manteve contato.

Segundo a rede de TV estatal local, a mulher morreu na semana passada após contrair pneumonia de causa "desconhecida". As autoridades russas afirmaram não ter encontrado evidências de que a doença tenha sido causada por qualquer um dos patógenos com os quais a pesquisadora trabalhava.

No entanto, o caso gerou alerta na Rússia após relatos não confirmados na mídia sugerirem que ela poderia ter morrido de peste pneumônica — uma forma menos comum, porém grave, da doença, que pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

A mulher trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, em Irkutsk, no sudeste da Sibéria. Uma emissora de TV estatal de Irkutsk noticiou na segunda-feira (5) que ela morreu na semana passada em um hospital em Shelekhov, uma cidade nos arredores de Irkutsk.

O hospital foi colocado em quarentena, disse o prefeito Maxim Modin na sexta-feira (2); a unidade não está mais admitindo nem dando alta a pacientes, e seu laboratório suspendeu a realização de exames de rotina. O ambulatório do hospital continuou funcionando normalmente, segundo ele.

Anna Popova, chefe da agência de vigilância sanitária da Rússia, a Rospotrebnadzor, viajou para Irkutsk e reuniu-se com o governador Igor Kobzev e outras autoridades na sexta-feira.

Kobzev afirmou que todas as pessoas que tiveram contato com a mulher estão sob supervisão médica. Ele não especificou a infecção, classificando o caso como suspeita de "uma infecção particularmente perigosa".

A Rospotrebnadzor estava implementando "uma gama completa de medidas antiepidêmicas", acrescentou ele.

A Rospotrebnadzor informou no domingo (4) que a mulher foi diagnosticada com "pneumonia de etiologia [origem] desconhecida" e declarou que testes "extensos" não detectaram "nenhum microrganismo associado às atividades profissionais da paciente".

A agência também afirmou não ter encontrado incidentes no instituto "envolvendo microrganismos patogênicos".

Duas pessoas que tiveram contato com a mulher testaram positivo para um vírus causador de resfriado comum, e outras duas, para COVID-19, informou a agência, acrescentando que os demais testados apresentaram resultados negativos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na segunda-feira que não acredita haver motivo para alarme, mas que os EUA estão acompanhando o caso de perto, cientes de que ele "poderia se espalhar rapidamente", apesar da quarentena e de outros protocolos de saúde pública.

O veículo de notícias local independente Lyudi Baikala citou fontes não identificadas afirmando que o técnico de laboratório, de 28 anos, morreu de peste pneumônica e que vários hospitais de Irkutsk foram colocados em quarentena.

Questionado na segunda-feira sobre o caso, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o público e a mídia devem acompanhar os comunicados oficiais do Rospotrebnadzor, em vez de "rumores ou especulações".

O Rospotrebnadzor não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

A Fábrica de Alumínio de Irkutsk, em Shelekhov, exigiu que os funcionários usassem máscaras como medida de precaução; o diretor da unidade, Artyom Fominykh, fez o anúncio no sábado pelo Telegram, pedindo calma e acrescentando: "É melhor prevenir do que remediar".

👉 A Organização Mundial da Saúde descreve a peste pneumônica como uma forma menos comum, porém grave, de peste — uma doença causada pela *Yersinia pestis*, bactéria geralmente encontrada em pequenos mamíferos e suas pulgas.

"No caso de uma possível exposição em laboratório, seria normal identificar os indivíduos que possam ter sido expostos e monitorá-los de acordo com o nível de risco avaliado", disse o Dr. Malick Gibani, professor clínico associado de vacinologia bacteriana no Imperial College London.

A escala de qualquer programa de monitoramento dependeria das "circunstâncias da exposição e do número de pessoas potencialmente afetadas", afirmou Gibani em um comentário por escrito.

Ian Jones, professor de virologia da Universidade de Reading, disse que "a peste carrega um histórico enorme e ainda está presente em muitas partes do mundo, incluindo a Rússia", embora, devido às condições de vida modernas e aos antibióticos, "seu potencial seja, portanto, limitado".

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