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Partido Liberal tem, agora, um terço das cadeiras do Senado
G1 — Brasil · 2026-10-06T02:10:11.000Z
Partido Liberal tem, agora, um terço das cadeiras do Senado
O resultado das urnas vai mudar a configuração do Senado a partir de 2027. O Partido Liberal conquistou a maior bancada.
Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 18 foram derrotados. Nessa renovação no Senado, o grande vencedor foi o PL, do candidato Flávio Bolsonaro, que elegeu, no domingo (4), 19 senadores e passará a ocupar 28 das 81 cadeiras - mais de um terço das vagas.
O PT, do presidente Lula, terá a segunda maior bancada. Elegeu seis senadores e fica com nove, número que pode ir a dez, caso Wellington Dias, que está licenciado para ocupar a função de ministro do governo Lula, volte ao Parlamento em 2027.
O MDB caiu de nove para oito senadores. O União Brasil subiu de três para seis, o mesmo número de senadores do Progressistas. O Republicanos terá cinco. Quem mais perdeu força foi o PSD, que de 14 passará a ter quatro senadores, mesmo número do PSB. O Novo terá três. Podemos e PSDB duas cadeiras cada. PDT e Rede, uma.
Partido Liberal terá um terço das cadeiras do Senado em 2027
Jornal Nacional/ Reprodução
Essa mudança vai impactar também na configuração de forças por blocos. O Centrão, formado por PSD, MDB, PP, Republicanos e União Brasil, perdeu espaço. Terá 29 senadores, dez a menos. Os partidos de direita, PL e Novo, terão juntos 31 senadores. Os de esquerda, PT, PSB, PDT e Rede, 16.
Outra mudança no perfil do futuro Senado vem com o crescimento da bancada feminina, que será a maior da história. Com as 12 senadoras eleitas no domingo, serão 17 mulheres no Senado, a partir de 2027. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do PL, faz parte dessa lista.
Entre os novos rostos no Senado está também Carlos Bolsonaro, eleito por Santa Catarina. O candidato ao Senado que obteve o maior número de votos da história, Guilherme Derrite, do Progressistas, também será um novato na casa. Ele recebeu mais de 13 milhões de votos. Na avaliação do cientista político Carlos Pereira, essa eleição foi marcada pelo desejo por transformações:
"Essa diversidade de, de eleitores faz com que o Brasil tenha uma democracia muito rica. Não existe, não existe apenas um único eleitor ou um eleitor dominante. Essa fragmentação que se espelha no Congresso também é refletida na própria sociedade. Houve sim, houve um, um aumento considerável da direita, ela expressou, ela conseguiu capturar esse sentimento de mudança muito mais do que qualquer outro partido".
Nessa onda de mudanças, nomes com longa trajetória no Senado não tiveram sucesso nas urnas desta vez. Casos das ex-ministras Simone Tebet, do PSD, e Marina Silva, da Rede. De Renan Calheiros, do MDB, do líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, do PT, e de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas. Em maio, o senador foi alvo da operação que apura fraudes do Banco Master.
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