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Ministério da Saúde vai enviar à Conitec medicamento injetável que previne o HIV

Cabotegravir é um medicamento injetável para prevenção do HIV

G1 — Brasil · 2026-07-27T19:38:09.000Z

Cabotegravir é um medicamento injetável para prevenção do HIV

O Ministério da Saúde vai enviar à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) o pedido de avaliação do cabotegravir, medicamento injetável usado para prevenir o HIV.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Saúde durante uma coletiva na Conferência Internacional de Aids.

Diferentemente da PrEP disponível atualmente no SUS, que exige o uso de comprimidos, o cabotegravir é aplicado por meio de uma injeção a cada dois meses.

Em 2023, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento injetável contra o HIV no Brasil.

A PrEP injetável é considerada a uma inovação para prevenção do HIV, já que ainda não há uma vacina disponível contra o vírus.

✅ Em 2021, o medicamento recebeu aprovação do FDA, agência reguladora dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso do cabotegravir para prevenção contra o vírus HIV em 2022.

📝 Também no ano passado, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Unitaid, uma agência global de saúde ligada à OMS, anunciaram um estudo de implantação do remédio no Brasil, para avaliar a viabilidade de implementação no Sistema Único de Saúde (SUS).

💊 Hoje, a prevenção da infecção pelo HIV no Brasil é feita com a PrEP oral, uma combinação de dois remédios (tenofovir/entricitabina, conhecida como Truvada), disponibilizados gratuitamente pelo SUS.

O objetivo da PrEP é preparar o corpo para enfrentar um possível contato com o HIV – como uma relação sexual em que há risco de contato com o vírus, por exemplo.

Qual a diferença para os remédios atuais?

As diferenças entre o cabotegravir e os medicamentos existentes hoje são, basicamente, duas: o novo remédio é injetável e de ação prolongada.

A principal vantagem disso é uma melhor adesão ao tratamento e à comodidade de tomar um remédio que faça efeito a médio e longo prazo.

As duas primeiras doses são aplicadas com quatro semanas de intervalo, seguidas de uma injeção a cada oito semanas. As aplicações são intramusculares na região dos glúteos.

Os medicamentos usados hoje para prevenir o HIV, em terapias conhecidas como profilaxia de pré-exposição (PrEP), são de uso oral e precisam ser tomados todos os dias para ter efeito.

O cabotegravir mostrou-se "seguro e altamente eficaz" em dois testes clínicos com mulheres, homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans que fazem sexo com homens. Os estudos foram feitos, inclusive, no Brasil – em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Após os ensaios, os pesquisadores concluiram que a eficácia do cabotegravir é 69% maior em comparação com os comprimidos orais diários.

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