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Setores do PL tratam impeachment de Moraes como 'inegociável'; STF calcula força do novo Senado

Flávio Bolsonaro diz que STF tem que deixar de ser 'delegacia' e que ministros atuam como 'agentes políticos do Lula'

G1 — Política · 2026-10-06T11:51:45.000Z

Flávio Bolsonaro diz que STF tem que deixar de ser 'delegacia' e que ministros atuam como 'agentes políticos do Lula'

Setores do PL e da campanha de Flávio Bolsonaro já começaram a fazer as contas da nova composição do Congresso e a desenhar a estratégia para 2027. Nesse grupo, o impeachment de Alexandre de Moraes é tratado como um ponto “inegociável”: a avaliação é que haverá uma ofensiva no Senado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal.

No STF, a leitura é mais cautelosa. Ministros ouvidos pelo blog dizem que é preciso esperar a acomodação das novas bancadas. O argumento é que nem todo senador eleito sob o rótulo de “bolsonarista” integra a ala mais radical do grupo.

Nessa avaliação, também entram as pendências de parlamentares com a Justiça e os possíveis desdobramentos de investigações. Esses fatores, segundo interlocutores da Corte, precisam ser considerados nas contas sobre a atuação da nova composição do Senado.

Há ainda parlamentares mais próximos do Centrão. Setores do STF já mapeiam esse grupo e avaliam onde haverá espaço para diálogo.

Agora no g1

O PL deve começar 2027 com 28 senadores, a maior bancada da Casa. Levantamentos apontam um contingente próximo dos 54 votos necessários para afastar um ministro. Essa conta, porém, não representa apoio garantido a um pedido de impeachment: parte desses senadores tem posições mais moderadas e não forma hoje um bloco automático.

O resultado das urnas, de todo modo, mexeu diretamente na correlação de forças entre Congresso e Supremo. Como o blog vem mostrando, a depender de quem vencer a eleição presidencial, um grupo dentro da Corte tende a sair fortalecido e outro, enfraquecido.

Por isso, já há no STF quem defenda a construção de algum tipo de acordo político com setores mais moderados da direita. Do outro lado, porém, setores do PL dizem que, quando o assunto é o impeachment de Alexandre de Moraes, não há negociação.

Nesse cenário, a ofensiva contra ministros do Supremo deixou de ser apenas uma bandeira eleitoral e tende a ser uma das discussões centrais do Senado em 2027.

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