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Lituânia avança para banir proibição de abrigar armas nucleares; Rússia fala em 'escalada' e promete retaliar

O presidente russo Vladimir Putin conversa com representantes de agências de notícias internacionais durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia.

G1 — Mundo · 2026-10-06T13:08:04.000Z

O presidente russo Vladimir Putin conversa com representantes de agências de notícias internacionais durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia.

O Parlamento da Lituânia aprovou nesta terça-feira (6), em votação preliminar, suspender uma lei que proíbe armazenar armas nucleares em seu território. A Rússia considerou o movimento como uma provocação e prometeu retaliar caso isso ocorra.

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A medida foi aprovada pelo Parlamento lituano, com 106 votos favoráveis de 141 possíveis, mas para derrubar a lei e mudar a Constituição do país será necessária uma nova aprovação em uma segunda votação, que está marcada para 12 de janeiro.

A Lituânia, que integra a Otan e faz fronteira com a Rússia, está entre os países mais ameaçados por uma eventual expansão da guerra da Ucrânia. O sentimento também é compartilhado pelos outros países bálticos, que temem uma invasão russa.

O presidente lituano, Gitanas Nauseda, disse em julho que os partidos políticos haviam chegado a um acordo sobre um plano para suspender a proibição, em um sinal de como a Rússia está redefinindo os cálculos de segurança na região.

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Ainda em julho, Nauseda disse que não havia planos imediatos para armazenar armas nucleares no país, mas que a retirada da norma permitiria que o país tomasse medidas caso a situação de segurança mudasse. Ele afirmou também que a Lituânia continuará sendo signatária do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Em resposta à medida, o Kremlin afirmou nesta terça que o movimento do governo lituano poderia levar a uma nova etapa de escalada de tensões na região e indicou um eventual posicionamento de armas nucleares dos Estados Unidos no país báltico. Por conta disso, o governo Putin afirmou que se veria forçado a tomar ações para preservar sua segurança nacional.

“Se a infraestrutura militar daquele que, na prática, é o principal país da Otan (os EUA) estiver se aproximando de nossas fronteiras, então, é claro, isso não pode ser visto como outra coisa senão um passo em direção à escalada das tensões”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

“O mesmo se aplica à instalação de armas nucleares no território de um Estado vizinho. Nenhum desses acontecimentos contribuirá para a estabilidade e a previsibilidade no continente europeu; pelo contrário, eles, para nosso grande pesar, representarão mais uma escalada significativa das tensões”, acrescentou Peskov.

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