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Morre tio de Guilherme Boulos após ser atropelado em discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em SP

Tio de Guilherme Boulos é atropelado após discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em SP

G1 — Brasil · 2026-10-06T14:32:36.000Z

Tio de Guilherme Boulos é atropelado após discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em SP

Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, morreu aos 80 anos na madrugada desta terça-feira (6). Ele foi atropelado após uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo, na noite do último sábado (3), e estava hospitalizado.

Segundo a polícia, Carlos desembarcou de sua caminhonete após uma discussão de trânsito para tirar satisfação com o motorista de um veículo que estava atrás.

O motorista teria avançado deliberadamente com o carro contra Carlos, que caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves. O caso foi registrado pela polícia como tentativa de homicídio.

O atropelamento foi registrado em vídeo por uma pessoa que estava logo atrás dos veículos e presenciou a discussão. Duas testemunhas também acompanharam o caso. As imagens permitiram a identificação da placa do veículo.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não se manifestou até a ultima atualização da reportagem.

Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, é atropelado em SP

Depoimento do motorista

Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o motorista havia fugido e estava sendo procurado.

Porém, posteriormente, o motorista investigado prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após apresentar sua versão sobre o caso. Não houve prisão em flagrante.

A defesa, representava pelo advogado Natan Tolintino, afirmou que o homem tentou deixar o local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa, o filho e a si próprio. Segundo a defesa, ele não teve a intenção de atingir Carlos , e essa versão seria corroborada pelos depoimentos de seus familiares.

A defesa diz ainda que a dinâmica do caso deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos reunidos durante a investigação.“O caso ainda está sendo apurado e é precipitado afirmar, neste momento, que houve intenção de matar”, afirmou o advogado.

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