ITATIBA1
José Utsch de Lima era um homem de muitas histórias. A que ele mais se orgulhava começou a ser escrita em guardanapos de papel . Eram pequenas frases anotadas nas manhãs de domingo, na beira de uma lagoa. Era o esboço do que seria o seu primeiro livro.
Folha — Em Cima da Hora · 2026-07-27T20:10:00.000Z
José Utsch de Lima era um homem de muitas histórias. A que ele mais se orgulhava começou a ser escrita em guardanapos de papel . Eram pequenas frases anotadas nas manhãs de domingo, na beira de uma lagoa. Era o esboço do que seria o seu primeiro livro.
Na festa de lançamento, serviu cachaça, refrigerante e batidas. Recebeu polícia e traficantes, freiras e aquelas que chamava de "mulheres da vida", pobres e ricos. Mandou servir leitoa, chouriço, codorna frita, torresmo, mexidão, jiló, algodão doce, pipoca e picolé. "Despesa, só o livro", ele avisou em um cartaz.
Motorista de ônibus, carteiro, vendedor, ele fez um punhado de coisas, como gostava de descrever. Deixou Conceição do Mato Dentro (MG), com mulher e filhos, para construir a vida na também mineira Lagoa Santa, onde foi enterrado no último dia 13 de julho, um dia depois de sua morte.
Leia mais (07/27/2026 - 17h10)