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Coligação de Paes pede busca e apreensão em gráfica que imprimiu panfletos com fotos de candidato e números 22 e 13

Resultado da votação no Rio depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral

G1 — Política · 2026-10-06T16:59:20.000Z

Resultado da votação no Rio depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral

A Coligação "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir", do candidato Eduardo Paes (PSD), entrou com uma petição denunciando a distribuição de panfletos vinculando incorretamente a foto de Paes aos números 13 e 22, que não são de sua candidatura.

A campanha pede uma busca e apreensão na gráfica responsável, uma perícia para identificar a cadeia de produção e distribuição e que o Ministério Público Eleitoral apure os fatos.

A campanha de Paes também pediu que o material seja proibido e que seja aplicada uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

De acordo com o documento, a distribuição de material de propaganda irregular foi realizada a mando de oponentes políticos de Paes.

O g1 procurou a assessoria do candidato Douglas Ruas e aguarda retorno.

Coligação pede investigação sobre panfleto de propaganda eleitoral

No dia da eleição, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral encontraram santinhos com a foto de Paes e o número 22, que pertence a Douglas Ruas (PL). O caso é investigado pelo Ministério Público Eleitoral.

Santinho de Eduardo Paes com número de Douglas Ruas foi encontrado por agentes do TRE-RJ em Nova Iguaçu

No domingo (4), mais de 204 mil eleitores digitaram e confirmaram o número 13 para governador do Rio de Janeiro e anularam seus votos no primeiro turno das eleições de 2026.

Os dados são dos registros Digitais de Voto (RDVs) das 37.675 seções das 92 cidades fluminenses.

Douglas Ruas e Eduardo Paes

Leandro Oliveira / TV Globo e Bruno Grubertt / TV Globo

🔎 Os Registros Digitais de Voto (RDVs) são arquivos da urna eletrônica que guardam cada voto confirmado, separado por cargo, incluindo os números digitados nos votos nulos. Os registros são embaralhados para preservar o sigilo: não permitem identificar quem votou nem associar os votos de uma mesma pessoa para cargos diferentes.

Ao todo, foram 204.309 votos com o número 13 anulados. O 13 só ficou atrás do 00, confirmado em 344.840 votos nulos para governador. Na sequência aparecem:

12: 15.990 votos;

99: 10.702 votos;

15: 8.790 votos;

45: 8.204 votos;

11: 7.978 votos;

70: 7.294 votos;

25: 5.555 votos;

44: 4.144 votos.

Resultado da votação no Rio depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral

Os votos nulos com o número 13 equivalem a 74,5% da votação de Anthony Garotinho (Republicanos), terceiro colocado, com 274.411 votos, cuja validade depende de decisão do TSE sobre sua candidatura. Também correspondem a 86,8% dos votos de William Siri (PSOL), quarto colocado, com 235.347.

A quantidade supera, ainda, os votos dos cinco últimos colocados somados. Coronel Busnello (Missão), André Marinho (Novo), Juliete (UP), Cyro Garcia (PSTU) e Luan Monteiro (PCO) receberam, juntos, 181.097 votos.

O número 13 é usado por Lula (PT) na disputa presidencial, mas não correspondia a nenhum candidato ao governo do estado.

Lula e o PT apoiaram o candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), que concorreu com o número 55. Mesmo se todos os votos nulos com o número 13 tivessem sido confirmados para o ex-prefeito, ele não venceria no primeiro turno e continuaria atrás de Douglas Ruas(PL).

🔎 Douglas Ruas (PL) ficou com 49,27% dos votos, e Eduardo Paes (PSD), com 42,76%, classificados para o segundo turno no Rio.

Se tivesse todos os votos do número 13, Paes passaria de 3.706.984 para 3.911.293 votos, enquanto Ruas manteria seus 4.271.199. A diferença entre os dois cairia de 564.215 para 359.906 votos.

Outros números usados por candidatos à Presidência também apareceram entre os votos nulos para governador do Rio:

70, de Augusto Cury (Avante): 7.294 votos;

21, de Edmilson Costa (PCB): 2.885 votos;

35, de Wilson Grassi (Democrata): 1.306 votos;

27, de Clariana Barão (DC): 703 votos.

Assim como no caso do 13, a coincidência dos números não comprova que os eleitores pretendiam votar nesses candidatos.

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