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Câmeras flagram furtos de bicicletas e moradores relatam onda de crimes no bairro de Fátima, em Belém

Furtos de bicicletas assustam moradores do bairro de Fátima, em Belém

G1 — Brasil · 2026-07-27T19:53:09.000Z

Furtos de bicicletas assustam moradores do bairro de Fátima, em Belém

Moradores e comerciantes do bairro de Fátima, em Belém, relatam uma sequência de furtos na região e dizem estar preocupados com a insegurança. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação de um homem suspeito de invadir imóveis e furtar bicicletas usando uma ferramenta para abrir cadeados sem fazer barulho.

Um dos casos ocorreu em um estabelecimento na passagem Lameira Bittencourt. Em um intervalo de apenas dois dias, o comerciante Paulo Lima teve duas bicicletas furtadas do local. As imagens do circuito de segurança mostram o momento em que um homem abre o portão e sai empurrando uma das bicicletas.

"Constatei que o cadeado dele não estava no devido lugar. Aí foi que eu fui perceber que tinham levado uma das bicicletas numa segunda-feira. No dia seguinte levaram a outra bicicleta", contou o comerciante.

Segundo Paulo, o prejuízo foi de cerca de R$ 1,5 mil. Além da perda financeira, os furtos afetaram o serviço de entrega de filtros de água realizado por ele e pelo filho.

"Como era eu e meu filho que entregávamos, agora ficou mais difícil. A gente está tentando ver se recupera, mas acho que está difícil", disse.

Na mesma madrugada, o suspeito também tentou furtar a bicicleta da autônoma Célia Costa, que estava guardada no pátio da casa dela. Ela percebeu que o cadeado havia sido violado, mas a bicicleta não foi levada porque o criminoso não conseguiu abrir a fechadura.

"Quando acordei, o cadeado estava aberto. Depois que ele me contou, eu deduzi que talvez tenha sido ele que tentou abrir. Conseguiu abrir o cadeado, mas não conseguiu abrir a fechadura", relatou.

Segundo os moradores, o homem costuma agir durante a noite e utiliza uma ferramenta para abrir cadeados sem fazer barulho.

A cuidadora Cidália Parente afirma que já havia visto o suspeito circulando pela vizinhança semanas antes dos furtos.

"Já tinha visto ele antes, quase um mês atrás, vindo de casa em casa com algo na mão. Não sei dizer o que era. Ele vivia testando as casas e, quando não tinham cadeado, pulava. Acredito que essa ferramenta era para abrir os cadeados", afirmou.

Os relatos não se restringem à passagem Lameira Bittencourt. Moradores de ruas próximas dizem que furtos semelhantes também foram registrados em outros pontos do bairro.

"Ali na Três de Maio, Nove de Janeiro, esse bairro aqui todinho, ali no Umarizal. Bicicleta ou som, qualquer coisa eles arrombam", disse o jornaleiro Waldeci Brito.

Segundo ele, o modo de agir é sempre parecido. "Esse mesmo modus operandi. Pela madrugada eles abrem com uma chave mestra."

Com medo de novos furtos, moradores passaram a reforçar a segurança das casas. Célia, por exemplo, instalou uma corrente na bicicleta para dificultar a ação dos criminosos.

"Agora estou colocando uma corrente porque, mesmo que ele quebre o cadeado, vai fazer barulho na hora de tirar a corrente e despertar a gente."

Ela afirma que a preocupação vai além dos bens materiais.

"Além da bicicleta, tem eu, minha mãe e minhas filhas. É uma preocupação ele conseguir entrar até dentro da casa."

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