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Raquel Lyra diz ser grata a Lula, mas evita declarar apoio no 2º turno

A governadora Raquel Lyra em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews

G1 — Política · 2026-10-06T18:41:51.000Z

A governadora Raquel Lyra em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews

A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta terça-feira (6) ser “muito grata” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas evitou declarar apoio ao petista no segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Raquel foi questionada mais de uma vez sobre seu posicionamento na disputa nacional, mas não disse em quem pretende votar.

Questionada se foi procurada pela campanha de Lula por busca de apoio, a governadora não confirmou nem negou a procura e, na resposta, e não respondeu se dará palanque para o petista no estado. Ela também destacou a parceria mantida com o governo federal durante seu primeiro mandato.

“Eu sempre falei que sou muito grata ao presidente Lula. O estado de Pernambuco, o governador anterior brigou com três presidentes da República, e eu me comprometi com o povo de Pernambuco, ainda em 2022, que iria procurar o presidente eleito. E assim fiz com o presidente Lula desde a primeira semana do nosso governo”, afirmou.

Raquel disse que Lula “abriu as portas do governo brasileiro” e citou parcerias com o governo federal em áreas como habitação, abastecimento de água e infraestrutura.

Segundo a mandatária, os interesses de Pernambuco estão acima da disputa política. “Portanto, tenho a minha gratidão, mas manterei a minha coerência de buscar unir Pernambuco e trabalhar pelo nosso povo”, disse.

Questionada por Sadi se isso significava que não daria palanque a Lula no segundo turno.

“O presidente tem palanque em Pernambuco. [...] O meu lado é o lado do povo pernambucano e é nisso que me focarei nesse momento, garantindo o trabalho e a entrega como a população espera de mim”, declarou.

Na sequência, o comentarista Otávio Guedes perguntou diretamente se a governadora havia apertado “13 ou 22” na urna. Raquel novamente não respondeu.

“Eu disse que era menos importante o meu voto na urna do que a nossa capacidade de diálogo e de construção de pontes”, afirmou.

Ao ser questionada sobre o que diria a um eleitor pernambucano em dúvida entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, Raquel afirmou que caberá ao eleitor avaliar as entregas e propostas de cada candidato.

“O eleitor brasileiro e pernambucano vai fazer a sua escolha de acordo com as entregas que cada um fez e das propostas de Brasil que cada um tem”, disse.

A governadora também contou que, no início de seu primeiro mandato, conversou com Lula sobre a eleição de 2026 e pediu que a futura disputa eleitoral não prejudicasse a relação entre os governos estadual e federal“Eu pedi que a eleição de 26 não atrapalhasse o que a gente pudesse fazer junto. E a gente trabalhou junto. E o povo reconhece isso. E o povo reconheceu isso nas urnas”, afirmou.

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