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Policial militar que matou o próprio filho de 2 anos atuava no interior de SP; PM lamenta
G1 — Brasil · 2026-10-06T22:46:53.000Z
Policial militar que matou o próprio filho de 2 anos atuava no interior de SP; PM lamenta
A Polícia Militar do Estado de São Paulo lamentou a morte do menino João Lucca Godoi de Morais, de 2 anos, e do cabo da corporação João Carlos Gonçalves de Morais, de 39 anos.
O policial, que atuava na cidade de Vargem Grande do Sul (SP), é o principal suspeito de ter matado o próprio filho a tiros e cometido suicídio em seguida, na noite de segunda (5), em Poços de Caldas (MG).
O corpo do menino foi sepultado na manhã desta terça-feira. As circunstâncias do crime, registrada na noite de segunda-feira (5) no bairro Jardim Esperança, estão sob investigação da Polícia Civil.
PM se manifesta
Em nota oficial enviada por meio da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a corporação se pronunciou sobre o caso.
"A Polícia Militar do Estado de São Paulo lamenta profundamente os fatos ocorridos na noite de segunda-feira (5), em Poços de Caldas/MG, que resultaram na morte de um policial militar do Estado de São Paulo e de seu filho, de apenas dois anos de idade.
As circunstâncias do ocorrido serão apuradas pelas autoridades competentes, que realizarão as investigações necessárias para o completo esclarecimento dos fatos.
A Polícia Militar está prestando o suporte necessário aos familiares envolvidos e permanece à disposição das autoridades responsáveis pela apuração."
O g1 questionou a Secretaria de Segurança Pública há quanto tempo ele atuava na corporação e se havia histórico de afastamento ou conduta irregular, mas a pasta não respondeu.
Atuação do policial e histórico
Criança de 2 anos é morta baleada em Poços de Caldas; pai, suspeito, é encontrado morto
Conforme apurado pela EPTV, afiliada da TV Globo, João Carlos prestava serviços como cabo no destacamento da Polícia Militar de Vargem Grande do Sul, município paulista próximo à divisa com Minas Gerais.
De acordo com a PM, não constavam nos sistemas policiais registros prévios de violência doméstica envolvendo o militar e a mãe do menino.
A arma utilizada no crime foi uma pistola pertencente ao acervo da Polícia Militar de SP, encontrada ao lado dos corpos. Além do equipamento da corporação, a perícia recolheu na residência um arsenal composto por:
Um revólver calibre .38;
Uma espingarda calibre .12;
Um simulacro de arma de fogo;
Um spray de pimenta.
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A mãe da criança relatou que o policial havia buscado o filho para passar a tarde e deveria devolvê-lo no início da noite. Diante do atraso e da falta de respostas às ligações, ela foi até o imóvel na Zona Sul de Poços de Caldas.
Com auxílio de um vizinho, a mãe pulou o muro da residência e encontrou o ex-companheiro e o filho já mortos. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Poços de Caldas para exames de necropsia.
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