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Mãe cobra agilidade no TFD para bebê com doença intestinal que precisa de cirurgia fora de Roraima

Mãe cobra agilidade no TFD para bebê com doença intestinal internado em UTI em Roraima

G1 — Brasil · 2026-07-27T20:45:54.000Z

Mãe cobra agilidade no TFD para bebê com doença intestinal internado em UTI em Roraima

A produtora rural Fabiana da Costa Silveira cobra agilidade na liberação do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para o filho Miguel Silveira, um bebê de 3 meses internado na Maternidade Nossa Senhora de Nazaré, em Boa Vista. O menino nasceu com síndrome do intestino curto, condição que impede a absorção adequada de nutrientes e exige tratamento especializado fora de Roraima.

O menino está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade desde que nasceu, no dia 12 de abril deste ano. Segundo a mãe, Miguel precisa fazer uma cirurgia e acompanhamento para reabilitação intestinal.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que faz "tratativas para viabilizar o atendimento em um centro especializado fora do Estado. Foram encaminhadas solicitações a unidades de referência em diferentes estados, mas, até o momento, não houve aceite nem disponibilização de leito (leia a nota íntegra abaixo)."

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"Como o intestino dele está curto, ele não consegue absorver os nutrientes necessários. Por isso, precisa receber nutrição continuamente e permanecer internado até que essa situação seja resolvida", conta Fabiana.

A família do bebê mora em Rorainópolis, no Sul do estado, mas desde o nascimento a mãe o acompanha em Boa Vista, onde ele está internado. Fabiana é mãe de outra menina, de 2 anos, que ficou com o pai.

"Quero aqui fazer um apelo para o estado, para quem tem a capacidade de conseguir a vaga do meu filho, para que ele possa existir. Atualmente ele tá vivendo dentro de uma UTI. Ele nunca viu o céu, nunca respirou ar fresco. Nunca existiu fora de uma UTI. Ele não tem vida. Quero que ele viva e que não sobreviva", disse a mãe, em entrevista à Rede Amazônica.

O laudo médico que embasou o pedido de TFD indicou a necessidade de "reabilitação e acompanhamento em falência intestinal". O documento também cita que Roraima não dispõe do serviço necessário para o tratamento da criança.

Enquanto aguarda a transferência, a mãe teme pelos riscos que o filho corre ao ficar numa UTI. "Além da situação que ele já está passando, estar na UTI deixa portas abertas para infecções. Ele já teve duas infecções enquanto esperava o TFD", afirmou.

Fabiana da Costa Silveira e filho Miguel, de 3 anos, internado na UTI em Boa Vista

Nota da Sesau o assunto:

"A Secretaria de Saúde informa que, a solicitação de Tratamento Fora de Domicílio do paciente foi iniciada pela unidade hospitalar em 12 de maio de 2026, recebida pelo setor responsável em 20 de maio e autorizada na mesma data pela Junta Médica, com acompanhante e transporte em UTI aérea.

Desde então, a Sesau realiza tratativas para viabilizar o atendimento em um centro especializado fora do Estado. Foram encaminhadas solicitações a unidades de referência em diferentes estados, mas, até o momento, não houve aceite nem disponibilização de leito.

Em 24 de julho, o caso também foi encaminhado à Central Estadual de Transplantes, que conduz o fluxo nacional para definição da unidade de referência.

É importante reforçar que a transferência do paciente depende do aceite da instituição especializada, da disponibilidade de leito e da conclusão da regulação nacional. Assim que esses procedimentos forem concluídos, a Sesau adotará as medidas necessárias para a remoção, conforme indicação médica."

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