ITATIBA1
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quarta-feira (7) dois leilões que vão permitir a empresas disputar o direito de explorar petróleo e gás natural em diferentes áreas do país.
G1 — Economia · 2026-10-07T03:00:00.000Z
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quarta-feira (7) dois leilões que vão permitir a empresas disputar o direito de explorar petróleo e gás natural em diferentes áreas do país.
Se todas elas forem arrematadas, as empresas vencedoras terão de pagar pelo menos R$ 2,186 bilhões ao governo.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
O valor, porém, não representa uma arrecadação garantida: os mais de R$ 2 bilhões são o valor corresponde à soma dos pagamentos mínimos exigidos por todas as áreas. A arrecadação dependerá de quantas receberem propostas e forem efetivamente arrematadas.
Ao todo, serão oferecidas 326 áreas. A maior parte delas, 308, será leiloada pelo regime de concessão. Outras 13 serão disputadas pelo regime de partilha, e cinco são áreas onde já houve produção ou descoberta de petróleo e gás, mas em menor escala.
🔴 A primeira sessão começa às 9h e corresponde ao 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção. Às 14h, será realizado o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão.
Agora no g1
Partilha terá 13 blocos no pré-sal
No regime de partilha, serão ofertados 13 blocos nas bacias de Campos e Santos. Cinco ficam na Bacia de Campos, na costa dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e oito na Bacia de Santos, entre os litorais paulista e fluminense.
Nesse modelo, parte da produção fica com a União. O bônus de assinatura é fixo, e vence a disputa quem oferecer ao governo a maior parcela do petróleo e do gás produzidos depois da recuperação dos custos da atividade.
Bacia de Campos: Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita;
Bacia de Santos: Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.
Os bônus fixos das áreas somam R$ 1,235 bilhão. A Bacia de Santos responde por cerca de R$ 995,5 milhões desse valor, enquanto a Bacia de Campos concentra R$ 239,5 milhões.
Ao todo, 19 empresas estão habilitadas, entre elas Petrobras, Shell, TotalEnergies, Chevron, Equinor, BP, Prio, CNOOC, Repsol e Petronas. A habilitação não significa que todas participarão da disputa.
Concessão terá 308 blocos em nove bacias
No regime de concessão, serão oferecidos 308 blocos exploratórios, distribuídos por 22 setores de nove bacias sedimentares: Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos, Espírito Santo, Santos e Ceará.
Nesse regime, a empresa assume o risco da exploração e, se encontrar petróleo ou gás, pode comercializar a produção, mediante o pagamento de royalties e outras participações ao governo. Nos blocos exploratórios, vence quem apresentar a melhor combinação entre bônus de assinatura e compromissos de exploração.
Os bônus mínimos previstos no edital somam R$ 950,64 milhões.
A ANP havia informado inicialmente que o ciclo teria 313 blocos. Na segunda-feira (5), porém, a agência retirou cinco áreas da Bacia do Parnaíba após identificar um erro na aplicação de recortes relacionados a critérios socioambientais.
Os sete setores com os maiores valores concentram cerca de R$ 899,55 milhões em bônus mínimos. Os outros 15 setores somam R$ 51,09 milhões.
Onde estão os maiores bônus mínimos da concessão?
Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para apresentar ofertas no ciclo de concessão. A lista inclui Petrobras, Shell, TotalEnergies, Chevron, Equinor, ExxonMobil, Prio, BP, CNOOC, Eneva, PetroRecôncavo e Origem Energia.
Leilão também terá cinco áreas com acumulações marginais
Além dos blocos exploratórios, o ciclo de concessão inclui cinco áreas com acumulações marginais — locais onde já há conhecimento sobre a ocorrência de petróleo ou gás, mas com produção reduzida ou menor atratividade econômica.
Graúna, na Bacia Potiguar: bônus mínimo de R$ 189 mil;
Lagoa Branca, na Bacia de Tucano Sul: R$ 63 mil;
Sempre Viva, na Bacia de Tucano Sul: R$ 63 mil;
Curral de Fora, na Bacia de Tucano Sul: R$ 42 mil;
Subaúma Mirim, na Bacia de Tucano Sul: R$ 42 mil.
Os bônus mínimos das cinco áreas somam R$ 399 mil. Com a inclusão dessas áreas, os bônus mínimos previstos para o ciclo de concessão chegam a R$ 951,039 milhões, considerando também os 308 blocos exploratórios.
Royalties do petróleo em Ilhabela, no Litoral Norte de SP