ITATIBA1

'Vamos acabar com as igrejas': publicação de conselheiro tutelar gera repercussão em Arraial do Cabo

'Vamos acabar com as igrejas': post de conselheiro gera críticas no RJ

G1 — Brasil · 2026-07-27T21:41:25.000Z

'Vamos acabar com as igrejas': post de conselheiro gera críticas no RJ

Uma publicação feita por um conselheiro tutelar de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, provocou repercussão. A postagem, publicada na sexta-feira (24), trazia a frase “Vamos acabar com as igrejas, pelo bem de nossas crianças!”, acompanhada de um texto que relacionava casos de violência sexual cometidos por líderes religiosos a debates sobre a responsabilização de instituições.

A publicação motivou uma nota de repúdio do Conselho de Ministros e Pastores Evangélicos de Arraial do Cabo (Compeac), que criticou o conteúdo compartilhado pelo conselheiro e classificou a mensagem como ofensiva às igrejas e aos religiosos.

Após a repercussão, o conselheiro divulgou uma nota de retratação. No comunicado, afirmou que a publicação teve caráter irônico e sarcástico e que o objetivo era questionar a generalização de responsabilizar uma instituição inteira pelos crimes cometidos por alguns de seus integrantes.

Agora no g1

Segundo ele, a intenção não era defender o fechamento de igrejas nem atacar a fé de qualquer pessoa. O conselheiro afirmou ainda que buscava destacar a necessidade de proteger crianças em todos os espaços de convivência, como residências, escolas, instituições religiosas, projetos sociais, clubes e atividades esportivas.

Na nota, ele também reconheceu que a postagem permitiu interpretações diferentes da pretendida e pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.

Conselho de Pastores rebate publicação

Ao g1, o Conselho de Pastores de Arraial do Cabo afirmou que não pretende estimular inimizades, discursos políticos ou qualquer tipo de discurso de ódio. No entanto, destacou que a indignação surgiu pelo fato de a publicação ter sido feita por um representante eleito para atuar no Conselho Tutelar do município.

Os pastores questionaram a existência de dados que sustentassem as afirmações contidas na postagem e cobraram informações sobre a origem das estatísticas mencionadas. O grupo também ressaltou o trabalho desenvolvido por igrejas na prevenção de abusos e na proteção de crianças e adolescentes.

Na nota, o conselho solicitou que o conselheiro reconheça publicamente que a publicação atingiu igrejas e pastores que atuam de forma séria e contribuem para a proteção da infância no ambiente religioso.

O Conselho de Pastores também afirmou repudiar crimes contra crianças, mas declarou que não aceita “ironia, sarcasmo ou acusações infundadas” que, segundo a entidade, possam prejudicar a imagem das igrejas, dos pastores e da fé cristã. O grupo reforçou ainda que continuará defendendo o direito ao livre exercício da religião.

Motorista que confessou ter atropelado e matado jovem de 18 anos em Búzios vai a júri popular

Polícia Civil presta última homenagem à agente Daniela Cunha Moreira antes de translado para Minas Gerais

Dois pescadores morrem afogados durante pescaria na Lagoa de Jaconé, em Maricá

Leia no Itatiba1 →