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Pessoa usando celular, em imagem de arquivo
G1 — Brasil · 2026-10-07T10:27:50.000Z
Pessoa usando celular, em imagem de arquivo
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (7) uma operação contra um grupo suspeito de aplicar o "golpe do falso parente" por um aplicativo de mensagem. Na ação, os suspeitos se passavam por parentes ou amigos das vítimas para pedir transferências em dinheiro.
O mesmo grupo também vendia um "kit" para que outras pessoas aplicassem o mesmo golpe. No pacote, eram enviados os dados das vítimas e de seus familiares, além de um roteiro da conversa para aplicar o crime.
Os agentes cumpriram cinco mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Ceilândia, Taguatinga e em Goiânia (GO). Os alvos são duas mulheres, de 24 e 46 anos, e três homens, entre 31 e 48 anos.
A Polícia Civil identificou, pelo menos, 19 ocorrências vinculadas ao grupo, com prejuízo aproximado de R$ 73 mil. Uma única vítima perdeu R$ 53 mil. Entre as vítimas, estão idosos entre 75 e 83 anos.
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De acordo com as investigações, o grupo atuava, pelo menos, desde 2024 e tinha sede em Ceilândia. O chefe do grupo é um ex-funcionário de operadora de telefonia, que cadastrava chips em nome de pessoas sem o consentimento delas.
A Polícia Civil aponta que um único celular registrou mais de 6 mil habilitações de chips, que já eram vendidos habilitados e no CPF de terceiros.
Segundo os investigadores, outra parte do grupo atuava em Goiânia, recebendo os chips e criando contas em uma rede social de mensagens. Esse grupo também era responsável por vender "kits" para aplicação do golpe, com dados das vítimas e de seus familiares, além de um roteiro da conversa.
Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado pela fraude eletrônica, com aumento de pena quando praticado contra idosos e lavagem de dinheiro. As penas podem ultrapassar 26 anos de prisão.
A operação desta quarta é coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos do DF (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, com apoio da Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Goiás (DERCC).
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