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A festa de despedida de Lionel Messi da seleção argentina
ge — Futebol · 2026-10-07T11:04:48.000Z
A festa de despedida de Lionel Messi da seleção argentina
E aí, de repente, nunca mais Messi. O adeus do craque à seleção argentina, nesta terça-feira, em amistoso contra Benin, trouxe a lembrança da finitude: então até ele, o gênio de uma geração, uma paisagem indissociável do futebol nos últimos 20 anos, se despede. Então até ele acaba.
Primeiro nunca mais Messi em Copas, depois nunca mais Messi pela Argentina. Em breve, nunca mais Messi em campo. Em tempos tão acelerados, nos acostumamos a ver um gênio onipresente, um pouquinho a cada semana, um assombro a cada jogo, as rugas se assentando no rosto enquanto nós também envelhecíamos a conta-gotas. Hiperdocumentamos Messi para, no fim das contas, no epílogo da carreira, seguirmos sem entender como ele conseguiu fazer tudo que fez.
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Messi em partida amistosa que marcou sua despedida da Argentina
A seleção argentina nunca mais será a mesma. Agora, precisará lidar com a orfandade. Contra Benin, a vitória de 3 a 0, no Monumental de Núñez, teve um gol e duas assistências de Messi, como em um última demonstração da ascendência do craque sobre a equipe. Aos 39 anos, dois meses depois de fazer uma Copa do Mundo memorável, Messi parou porque quis, não porque precisou – e até nisso foi excepcional.
Com o fim da história de Messi pela Argentina, termina também uma das trajetórias mais impressionantes de um jogador por uma seleção. Na jornada do herói, recurso clássico das narrativas, o personagem sofre uma transformação no meio do caminho – e chega ao fim muito diferente de como começou. Messi foi da esperança à desconfiança, da desconfiança às críticas, das críticas à desistência, da desistência ao retorno, do retorno à consagração.
Um show de drones tomou conta do Monumental para homenagear Lionel Messi
Foi um craque de seis Copas do Mundo, de três finais, de um título. Foi maior do que Maradona e conquistou o direito de ser debatido como um possível concorrente de Pelé no posto de melhor jogador de futebol que a humanidade já teve. Embora finito, se tornou imortal.
E recebeu, no seu ocaso, a reverência que tanto merecia. Foram 85 mil pessoas, de crianças a idosos, o idolatrando no Monumental de Núñez, sorrindo e chorando no adeus do ídolo. No décimo minuto, o jogo parou, fogos espocaram no céu, a torcida o aplaudiu de pé. No fim da partida, drones sobrevoaram Buenos Aires e formaram a silhueta do jogador com a taça da Copa de 2022 em mãos – sua maior façanha.
O emocionante discurso de despedida de Lionel Messi da seleção argentina
Resta pouco do camisa 10 para nós. Alguns jogos pelo Inter Miami, sabe-se lá quantos. E então o adeus definitivo, a finitude, nunca mais Messi jogando futebol, nunca mais Messi conduzindo a bola com a perna esquerda, distorcendo a noção de espaço, relativizando a ideia de tempo, vendo possibilidades que ninguém mais via, encontrando soluções que ninguém jamais imaginaria. Nunca mais tamanha beleza.
Até lá, convém desfrutarmos de um dos maiores da história – já que, paciência, até eles acabam.
Messi se despede da seleção argentina