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Grupo investigado por tráfico em MT usava imóveis diferentes para despistar polícia

55 ordens judiciais são cumpridas nesta quarta-feira (7)

G1 — Brasil · 2026-10-07T13:47:03.000Z

55 ordens judiciais são cumpridas nesta quarta-feira (7)

Um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa é alvo da Operação Nomad, realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (7) que cumpre 55 ordens judiciais. Segundo a investigação, os suspeitos mudavam constantemente de endereço e usavam imóveis diferentes, moradias temporárias, esconderijos e pontos de apoio para tentar dificultar o monitoramento e escapar da localização pela polícia. A operação ocorre em Tangará da Serra e Cuiabá, em Mato Grosso, e em Goiânia (GO).

A movimentação constante dos investigados fez com que a Justiça autorizasse até mesmo buscas itinerantes, permitindo que os policiais cumpram as ordens em diferentes imóveis e locais ligados aos alvos, conforme as condições estabelecidas judicialmente.

A operação reúne mais de 40 policiais e é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Tangará da Serra.

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Mudança de endereço dificultava localização

Conforme a investigação avançou, os policiais identificaram que os suspeitos não permaneciam por muito tempo nos mesmos locais. A estratégia incluía a utilização de diferentes casas e imóveis, além de locais usados apenas temporariamente como esconderijos ou pontos de apoio. Com a troca frequente de endereços, a localização dos investigados se tornava mais difícil.

Foi justamente essa característica que levou à autorização para que as equipes realizassem buscas de maneira itinerante. Na prática, os policiais podem cumprir as determinações judiciais em locais vinculados aos investigados, mesmo diante da mudança constante dos endereços utilizados pelo grupo.

O que a operação procura

Do total de ordens expedidas pela Justiça, são 13 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão. Também foram autorizados 21 afastamentos de sigilo telefônico e telemático, além de oito bloqueios e indisponibilidades de contas e valores.

A investigação busca entender como o grupo funcionava e reunir novas provas sobre a possível participação dos suspeitos nos crimes. As buscas também têm como objetivo encontrar materiais que possam ajudar os investigadores a identificar integrantes, funções e outras informações sobre a estrutura do grupo.

A investigação continua para esclarecer a atuação do grupo e identificar outras pessoas que possam estar envolvidas.

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