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Morte de brigadista do Ibama teria sido motivada por suposto relacionamento extraconjugal, diz polícia

Sidiney Silva foi morto a tiros na porta de casa em Formoso do Araguaia

G1 — Brasil · 2026-10-07T13:33:25.000Z

Sidiney Silva foi morto a tiros na porta de casa em Formoso do Araguaia

Arquivo Pessoal/Cleide Oliveira

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a morte do brigadista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sidiney Oliveira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a morte foi encomendada, e a motivação está relacionada a um suposto relacionamento extraconjugal da vítima com a esposa do suspeito de ser o mandante.

Sidiney Oliveira foi assassinado na porta de casa no dia 15 de junho de 2024, em Formoso do Araguaia, onde morava. Ele era brigadista e trabalhava na fiscalização da Ilha do Bananal. As investigações também apontam que o trabalho de Sidiney atingia os interesses econômicos de um dos investigados (veja os detalhes abaixo).

Na manhã desta quarta-feira (7), a polícia cumpriu determinações judiciais contra três investigados, que foram identificados apenas pelas iniciais. O g1 não conseguiu contato com a defesa deles.

Um dos investigados é um policial militar que teve a prisão preventiva decretada, mas está preso em razão de outro processo. A Polícia Militar foi questionada sobre o envolvimento do militar no crime, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Segundo a polícia, com o cumprimento das determinações judiciais, as diligências investigativas relacionadas ao caso estão encerradas. O relatório final do inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

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Como o crime foi contratado

A SSP afirmou que o crime foi encomendado por L.V.M.S., identificado como mandante do homicídio. Ele teria contratado o executor, mediante intermediação do segundo investigado, e acertado valores para a ação contra a vítima. A motivação foi passional e está relacionada a um suposto relacionamento extraconjugal da vítima com a esposa do suspeito.

O intermediador e articulador do crime foi identificado pelas iniciais W.V.A. Segundo a decisão da Justiça, ele mantinha contato com o executor e encaminhou fotografias da vítima.

Para a polícia, esse suspeito tinha motivação própria para o crime, decorrente de prejuízos econômicos com fiscalizações ambientais e denúncias feitas pela vítima na Ilha do Bananal.

O policial militar foi identificado como executor do homicídio. Segundo a polícia, diferentes elementos reunidos ao longo do inquérito apontaram sua participação direta na execução.

Medidas determinadas pela Justiça

O policial militar teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas, como está preso em razão de outro processo, a ordem foi cumprida no Batalhão da PM onde ele está detido.

O investigado W.V.A. também teve a prisão preventiva decretada, mas a medida acabou sendo substituída por prisão domiciliar em razão da idade avançada e das condições de saúde dele.

Para L.V.M.S., foram aplicadas medidas cautelares diversas da prisão, incluindo monitoração eletrônica, proibição de deixar a comarca de Formoso do Araguaia sem autorização e de se comunicar com os demais investigados. Segundo a polícia, ele confessou sua participação no crime.

A decisão também estabeleceu que os investigados estão proibidos de manter contato entre si, por qualquer meio, ou de contatar e se aproximar das testemunhas e familiares da vítima.

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