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Rio Tapajós baixa e acende alerta: estiagem e calor preocupam comunidades ribeirinhas
G1 — Brasil · 2026-10-07T14:13:52.000Z
Rio Tapajós baixa e acende alerta: estiagem e calor preocupam comunidades ribeirinhas
O rio Tapajós atingiu a marca de 2,03 metros nesta quarta-feira (7) e ficou abaixo da cota de alerta, estabelecida em 2,10 metros, em Santarém, no oeste do Pará. O recuo acumulado de 53 centímetros registrado na primeira semana de outubro decorre do tempo quente e da ausência de precipitações, gerando preocupação com a navegabilidade e o atendimento a famílias ribeirinhas.
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Diante da descida rápida da água, a Defesa Civil intensificou as vistorias de campo e avalia formalizar ao prefeito um pedido de decretação de situação de emergência por estiagem. De acordo com o coordenador do órgão, Darlison Maia, equipes realizam relatórios fotográficos para inserção no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID).
"Nós já fizemos visitas em algumas comunidades para fazer o nosso registro fotográfico para inserir no sistema S2ID. Na próxima sexta-feira, nós vamos em mais quatro comunidades fazer esses registros para a gente solicitar a decretação de situação de emergência por estiagem."
Faixa de areia avança na orla de Santarém com o recuo das águas do rio Tapajós abaixo da cota de alerta.
Apoio a comunidades e histórico
A prefeitura destinou veículos da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca para a comunidade de Urucurituba, auxiliando no transporte de mercadorias prejudicado pela baixa do canal fluvial. O planejamento municipal também prevê distribuição de ajuda humanitária caso o isolamento de novos pontos ribeirinhos se confirme nos próximos dias.
A medição atual difere dos registros anotados no mesmo período de períodos passados. Em 2023, o nível do rio estava em 1,10 metro no início de outubro, enquanto em 2024 a régua indicava apenas 22 centímetros, período em que a região enfrentou seca severa.
Influência das cabeceiras e tempo seco
Além da escassez hídrica local, a vazão do rio depende diretamente das chuvas nas cabeceiras situadas no estado do Mato Grosso. Conforme o meteorologista Alex Santos, a chegada desse volume hídrico ao leito do Tapajós demanda tempo devido à defasagem natural do escoamento subterrâneo e superficial.
"Ali nós observamos de fato já sinais da presença de chuva, mas ainda é cedo porque existe uma defasagem nesse transporte. Então é necessário que esse transporte primeiro emerja nas águas e aí sim seja transportado subsuperficialmente para a nossa região."
A previsão meteorológica para os próximos dias aponta permanência de tempo firme, com umidade do ar reduzida e baixa probabilidade de chuva em Santarém. O cenário de calor intenso também exige cuidados redobrados com a saúde da população urbana, sobretudo em pessoas com histórico de doenças respiratórias e renais.
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