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Impedimento semiautomático do Brasileirão: saiba como o sistema determina momento do passe

Novidade no Brasileirão: impedimento semi-automático promete mais agilidade e precisão para arbitragem

ge — Futebol · 2026-07-27T21:34:40.000Z

Novidade no Brasileirão: impedimento semi-automático promete mais agilidade e precisão para arbitragem

O impedimento semiautomático entrou em operação no Campeonato Brasileiro na rodada do final de semana com a promessa de agilizar as decisões e acabar com qualquer dúvida na definição dos lances. A nova tecnologia, porém, não impediu polêmicas e reclamações, sobretudo nas redes sociais.

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Dos lances com interferência direta do recurso na 20ª rodada, dois foram os principais motivos de discussão: os gols anulados do Bahia contra o Corinthians e do Flamengo contra o São Paulo. Ambos com uma diferença de centímetros, do bico das chuteiras, para decretar o impedimento.

Impedimento semiautomático ainda gera questionamentos nos jogos

A principal reclamação é que em ambas as jogadas apenas a linha de impedimento foi destacada na projeção em três dimensões (3D) exibida na transmissão das partidas, sem o momento do passe, a exemplo do que ocorreu na Copa do Mundo.

Isso acontece porque o sistema contratado pela CBF é diferente do utilizado na Copa do Mundo. No torneio da Fifa, além de câmeras espalhados pelo estádio, a bola possui um sensor (chip), capaz de identificar o momento exato em que é tocada pelo jogador que deu o último passe, por exemplo, e auxiliar a equipe de arbitragem a determinar os lances de impedimento.

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"Foi muito rápido" - PC de Oliveira comenta o uso do impedimento semiautomático

No Brasileirão, o serviço utiliza de 28 a 32 câmeras de alta resolução espalhadas por diferentes pontos do estádio, o que compensaria a falta do chip para determinar quando foi o último toque na bola. A mesma tecnologia é utilizada na Premier League e nos campeonatos do México e da Bélgica.

De forma automática, o sistema identifica os jogadores de ataque e de defesa mais próximos, recomenda o ponto do último contato com a bola e traça as linhas de impedimento para que seja gerada uma animação de visualização da decisão final. Uma espécie de barreira transparente digital destaca se o posicionamento caracteriza impedimento ou não.

– Todos os jogadores são mapeados em tempo real e essa informação vai para a cabine do VAR. Cabe à equipe de arbitragem apenas validar todo esse processo do impedimento semiautomático. Assim, vamos ter cada vez mais decisões acertadas com bastante rapidez – comenta o ex-árbitro e comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira.

Tadeu Schmidt e PC Oliveira explicam o impedimento semiautomático

Em uma nota publicada nesta segunda-feira, a CBF fez um balanço do uso do impedimento semiautomático pela primeira vez no Campeonato Brasileiro e rebate críticas, garantindo precisão do sistema para identificar o momento do último passe.

– Em relação a comentários que surgiram em redes sociais, a CBF esclarece que o sistema usado no Brasil opera com captura de imagens a 100 quadros por segundo e identifica automaticamente o exato instante do último contato do jogador com a bola, o chamado ponto de contato (kick point) – diz um trecho do texto.

A CBF também reitera que não há interferência humana na construção da linha do impedimento – antes do semiautomático, o processo era feito por um operador, que traçava manualmente as linhas. Segundo a entidade, o recurso foi usado cinco vezes na 20ª rodada, com tempo médio de checagem de 47 segundos.

Momento do passe de Emerson Royal para Wallace Yan, que determinou impedimento no lance do gol do Flamengo contra o São Paulo

Impedimento semiautomático em Flamengo x São Paulo

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