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Cid Gomes comenta relação com Ciro, defende fim da escala 6x1 e fala sobre estratégia para Lula no 2º turno

Cid Gomes fala sobre estratégias para campanha de Lula no segundo

G1 — Brasil · 2026-10-07T17:12:55.000Z

Cid Gomes fala sobre estratégias para campanha de Lula no segundo

O senador Cid Gomes (PSB), reeleito pelo Ceará no último domingo (4) com 31,22% dos votos, concedeu entrevista ao CE1, da TV Verdes Mares, nesta quarta-feira (7). Na conversa, ele falou sobre desafios e propostas para o novo mandato.

Cid é o primeiro senador reeleito pelo Ceará desde a redemocratização. Em 2018, foi eleito pela primeira vez para o cargo, com a maior votação já registrada por um candidato no estado até então.

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Entre os principais temas abordados na entrevista estão a relação com o irmão, Ciro Gomes, o debate sobre o fim da escala 6x1 e estratégias para ampliar a votação do presidente Lula no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Veja os principais trechos:

Cid Gomes comenta relação com Ciro, defende fim da escala 6x1 e fala sobre estratégia para Lula no 2º turno.

Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares (SVM)

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Ao comentar a reação do irmão, Ciro Gomes (PSDB), à derrota na disputa pelo governo do Ceará para Elmano de Freitas (PT), Cid afirmou que teria sido mais elegante reconhecer o resultado e cumprimentar o governador eleito.

Após as eleições de domingo (4), Ciro declarou que o pleito no estado foi “tomado” e afirmou que apresentaria uma “reclamação à Justiça” sobre a disputa no Ceará.

Ao g1, a assessoria de imprensa de Ciro informou que o tucano pretende pedir a anulação da eleição para o governo do estado. Cid criticou a postura do irmão, mas disse que ele tem o “direito de espernear”.

“O papai era advogado e tem uma expressão do latim, muito usada no direito, que é o jus sperniandi. Uma tradução livre é o direito de espernear. Eu acho que teria sido mais elegante reconhecer a vitória, cumprimentar o governador, dizer qual seria a sua posição — se é uma posição de diálogo ou se é uma posição de oposição. Acho que isso seria mais elegante, seria o que eu teria feito no lugar.”

Questionado se conversou com Ciro após o pleito e se pretende retomar a relação política com ele, Cid respondeu que a “relação familiar fica no plano da relação familiar”. Ele, no entanto, voltou a criticar alianças feitas pelo irmão durante a campanha ao governo do estado.

Na disputa, Ciro esteve ao lado de Capitão Wagner (União), derrotado na eleição para o Senado, e de André Fernandes (PL), deputado federal eleito.

“O Ciro se aliou ao Wagner, que é um permanente adversário nosso. O Ciro se aliou ao André Fernandes, que, a meu juízo, é um bolsonarista oco, que não tem nada a apresentar de projeto e que virou um fenômeno de uma coisa, a meu juízo, pouco crítica. Enquanto ele estiver nesse caminho, a gente não tem diálogo político. A relação familiar a gente deixa para o plano familiar".

Fim da escala 6x1

Cid Gomes também comentou a proposta de redução da jornada de trabalho e defendeu o fim da escala 6x1. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Senado prevê o fim do regime de seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso.

Favorável à proposta, o senador afirmou que a mudança não deve desacelerar a atividade econômica do país e disse que esse tema evidencia diferenças entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

“Esse país já teve escravidão, já teve uma jornada de 48 horas. Hoje é 44 horas. Vai morrer a atividade econômica no Brasil se baixar para 40? Claro que não. Quem está do lado dos trabalhadores, para assegurar aos trabalhadores dois dias inteiros de descanso, é o presidente Lula. Quem está contra é o Flávio Bolsonaro. Os bolsonaristas todos são contra, ficam aí inventando conversas, dizendo que querem uma flexibilização da jornada.”

O tema é considerado estratégico para os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A PEC 221/2019 começou a ser debatida no plenário do Senado nesta terça-feira (6).

Estratégia para o 2º turno

Cid Gomes opina sobre qual deve ser a estratégia de Lula no segundo turno

Cid Gomes se reuniu na segunda-feira (5), em Brasília, com o presidente Lula para discutir estratégias para o segundo turno. Segundo o senador, uma das principais conclusões do encontro foi a necessidade de reforçar o diálogo com eleitores da zona rural e com os idosos.

“A eleição tem sempre muitas ideias, muitas sugestões, e pode ter certeza de que apareceram sugestões de todas as formas. O que, a meu juízo, ficou meio conclusivo é que a gente deve reforçar um percentual de pessoas que não votaram e que geralmente são pessoas da zona rural, são pessoas de maior idade, que são potenciais simpatizantes da candidatura do Lula. Então, buscar esse tipo de eleitor".

No primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro venceu Lula por 47,03% a 45,16% dos votos. No Ceará, porém, Lula teve 63,29%, contra 31,27% de Flávio.

A mobilização do PT no estado busca agora ampliar esse desempenho e ultrapassar os 70% dos votos para Lula no Ceará no segundo turno, como já declarou o governador reeleito Elmano de Freitas (PT).

“Acho que o presidente Lula tem que falar para o povo e deixar claro que o candidato Flávio Bolsonaro é o candidato dos ricos egoístas deste país, e ele é o candidato dos pobres, daqueles que querem ascender na vida, daqueles que querem melhorar, dos trabalhadores. É essa claramente a diferença, e isso vai ficar muito óbvio agora, semana que vem, quando vai ter a votação do fim da escala 6x1.”, declarou o senador Cid Gomes.

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