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Operação apura desvio de R$ 5,6 milhões em tributos pagos por contribuintes de Governador Valadares
G1 — Brasil · 2026-10-07T17:31:13.000Z
Operação apura desvio de R$ 5,6 milhões em tributos pagos por contribuintes de Governador Valadares
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a operação "Boleto Fantasma" para investigar a retenção de cerca de R$ 5,6 milhões na arrecadação de tributos municipais de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, leste do estado.
Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços de Belo Horizonte, Nova Lima e Contagem.
Segundo a investigação, empresas contratadas para processar boletos de arrecadação municipal teriam retido parte dos valores pagos pelos contribuintes antes que o dinheiro fosse repassado à Prefeitura de Governador Valadares.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou as medidas e determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite do prejuízo apurado.
Celulares e documentos foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares e documentos que serão analisados ao longo das investigações. A Justiça também determinou medidas para preservar os bancos de dados tributários do município.
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Além do bloqueio de ativos, foi determinada a suspensão cautelar das atividades de intermediação da arrecadação municipal pela instituição investigada. Os alvos da operação estão sujeitos a medidas cautelares diferentes da prisão.
A ação foi realizada pela Polícia Civil em conjunto com o Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof) e a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO/Caopp).
Prefeitura diz que não foi notificada
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Governador Valadares informou que ainda não havia sido notificada oficialmente sobre a operação realizada pela Polícia Civil.
O município afirmou que, com base nas informações divulgadas pela imprensa, a investigação está relacionada a contratos firmados entre a gestão municipal anterior, encerrada em 2024, e a empresa Nobe Software. Segundo a administração, esses contratos já são alvo de uma sindicância administrativa interna para apurar possíveis irregularidades.
A prefeitura também declarou que está à disposição das autoridades e dos órgãos de controle para prestar os esclarecimentos necessários.
A investigação segue sob segredo de justiça e busca esclarecer o destino dos valores supostamente retidos e as circunstâncias relacionadas à arrecadação dos tributos municipais.
O g1 entrou em contato com a empresa Nobe Software para se manifestar sobre a investigação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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