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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o resultado das eleições mostra um desgaste do que chamou de “política velha”, baseada, segundo ele, na busca por apoio eleitoral por meio da destinação de recursos e benefícios.
G1 — Política · 2026-10-07T18:21:00.000Z
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o resultado das eleições mostra um desgaste do que chamou de “política velha”, baseada, segundo ele, na busca por apoio eleitoral por meio da destinação de recursos e benefícios.
Reeleito deputado federal por Minas Gerais com mais de 3 milhões de votos, Nikolas disse que sua votação demonstra que o eleitor não necessariamente condiciona a escolha de um parlamentar à destinação de emendas para municípios.
“O recado das urnas é de que as pessoas cansaram de uma política velha, uma política que comprava o apoio das pessoas”, afirmou.
Segundo Nikolas, durante o mandato houve críticas pelo fato de ele não ter destinado recursos para determinadas cidades. O deputado argumentou, no entanto, que a função de um parlamentar não deve ser medida apenas pelas entregas feitas por meio de emendas.
“Muitos diziam: ‘Olha, o Nikolas não enviou emenda para cá, o Nikolas não ajudou a cidade’. Sendo que, na verdade, o parlamentar foi feito para poder parlar, para poder falar”, disse.
Para o deputado, a votação recorde que recebe nas eleições de 2026 reforça a ideia de que o voto não deve funcionar como uma espécie de contrapartida pelos recursos enviados pelo parlamentar.
“Agora está mais do que claro para essa velha política que o voto das pessoas não tem preço, ele tem valor”, afirmou.
Presidência da CCJ
Nikolas Ferreira afirmou também que está disposto a “servir” em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, que concorre o 2º turno contra Lula (PT), e disse que pretende atuar ao lado do grupo de parlamentares que ajudou a eleger.
Segundo Nikolas, dos 33 candidatos a deputado federal que apoiou em diferentes estados, 21 foram eleitos. Ele afirmou que o objetivo é usar a força desse grupo, inclusive nas redes sociais, para contribuir de maneira “propositiva” com uma eventual gestão de Flávio.
Questionado sobre qual espaço pretende ocupar nesse cenário, Nikolas citou diretamente a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara como uma de suas ambições.
“A presidência da CCJ é um desejo, porque eu acredito que você consegue ali ser extremamente propositivo”, afirmou.