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Funcionário de agência de turismo cria empresa com nome parecido para receber valores dos clientes e deixa prejuízo de meio milhão, no PR

Funcionário de confiança dá golpe de R$ 600 mil

G1 — Brasil · 2026-07-27T22:57:19.000Z

Funcionário de confiança dá golpe de R$ 600 mil

Um funcionário de uma agência de turismo de Maringá, no norte do Paraná, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (27). Segundo a Polícia Civil (PC-PR), ele criou uma empresa com nome parecido para receber valores dos clientes.

Ele foi identificado como Jorge Pereira dos Santos Junior. A polícia estima que ele tenha deixado um prejuízo de R$ 600 mil à empresa.

O g1 procurou a defesa de Jorge, que informou que não vai se manifestar sobre o caso.

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Segundo o delegado Fernando Garbelini, o suspeito trabalhava no setor financeiro da agência de turismo há pelo menos seis anos. Ele era considerado de confiança pelos empregadores e teria se aproveitado disso para implementar um "sofisticado esquema de fraude".

"Essa situação foi trazida pela proprietária da empresa no início do mês. Ela relatou que teria descoberto a existência de uma empresa em outro local, com nome muito semelhante, e que alguns clientes iam pagando boletos destinados a essa empresa, alguns mediante transferência bancária em contas dessa empresa. Ela percebeu que essa empresa era de uma cidade que era da família desse funcionário", disse o delegado.

Jorge Pereira dos Santos Junior foi preso preventivamente nesta segunda-feira (27).

Polícia Civil (PC-PR)

Conforme Garbellini, também foi apurado que Jorge criou uma senha como agente de turismo - cargo que ele não exercia - e passou a emitir irregularmente passagens aéreas e hospedagens para ele e familiares.

A investigação também apontou que o suspeito fez o uso indevido de um cartão corporativo da agência de viagens.

"Ele fez viagens para Europa, passou Carnaval no Rio de Janeiro. Passou a ter uma vida de luxo às custas dessa empresa", contou o delegado.

A dona da empresa informou à polícia que descobriu que Jorge passou a cometer as fraudes há cerca de dois anos. Mas o prazo e o valor do prejuízo podem ainda ser maiores, pois ainda há muitos documentos a serem analisados, segundo o delegado.

O caso vai continuar sendo investigado para identificar a participação de outras pessoas na fraude.

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