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Uma rede formada por cerca de 500 fã-clubes de artistas pop passou a atuar para ampliar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais durante a campanha eleitoral. A mobilização reúne páginas dedicadas a nomes…
G1 — Política · 2026-10-08T01:55:18.000Z
Uma rede formada por cerca de 500 fã-clubes de artistas pop passou a atuar para ampliar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais durante a campanha eleitoral. A mobilização reúne páginas dedicadas a nomes como Taylor Swift, The Weeknd, Harry Styles e BTS.
Além de compartilhar conteúdos produzidos pela campanha de Lula, os fã-clubes criam materiais próprios para divulgação nas plataformas digitais. Entre as publicações estão vídeos curtos e os chamados "edits", montagens feitas por fãs que combinam imagens, músicas e textos.
A movimentação busca atingir o eleitor jovem, onde Lula tem menor poder de entrada.
Agora no g1
O blog ouviu Breno Scarpate Hochileitner, 20, que é administrador do "Katy Cats Updates", um dos portais participantes do movimento.
Segundo ele, a organização surgiu de forma espontânea, sem uma convocação inicial da campanha de Lula. De acordo com Breno, a motivação está ligada à defesa dos direitos das minorias e da cultura.
Juntas, as páginas estimam alcançar cerca de 20 milhões de seguidores.
Na terça-feira (6), o presidente Lula enviou um áudio agradecendo a iniciativa dos fã-clubes.
“Ei, ‘fandoms’ desse Brasil, vim agradecer por esse movimento que vocês estão fazendo pelo nosso país e pela democracia. Nós temos 19 dias para ganhar essas eleições. Vamos embora, gente, vamos ganhar essas eleições, conto com vocês!”, diz o presidente.
“Fandoms” é o termo usado para designar comunidades de fãs de um determinado artista, grupo, obra ou universo cultural.
A proximidade da comunidade com o governo não é recente. Em agosto, administradores de fã-clubes foram convidados ao Palácio do Planalto para um evento sobre medidas contra o cambismo digital e regras para a venda e a transferência de ingressos.
Na ocasião, Lula assinou um decreto que estabeleceu novas regras para a comercialização e a transferência de ingressos, com medidas para combater a compra em massa e a revenda especulativa.
O texto também determinou a distribuição gratuita de água em grandes eventos e permitiu a entrada de garrafas com água potável.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pronunciamento após o 1º turno das eleições
Críticas da oposição
A mobilização também foi alvo de críticas da oposição. O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL), um dos políticos de direita com maior alcance nas redes, afirmou que "páginas de fofoca estariam alinhando o discurso para atacar a imagem de Flávio Bolsonaro e favorecer Lula".
Em uma publicação nas redes sociais, Pavanato questionou se a articulação poderia ser comparada a um “gabinete do ódio” e perguntou se haveria remuneração para a disseminação desse conteúdo.
A campanha de Lula afirma que o movimento foi orgânico e partiu dos próprios perfis.
Outros grupos acabaram sendo procurados pelo governo.