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Falso brinde: golpistas usam reconhecimento facial para abrir contas bancárias e causam prejuízo de R$ 80 mil em MG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou cinco homens que se passavam por funcionários do Boticário e Mercado Livre para aplicar golpes na cidade de Formiga, no Centro-Oeste de Minas. Os investigados abriram contas bancárias e…

G1 — Brasil · 2026-10-08T13:07:56.000Z

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou cinco homens que se passavam por funcionários do Boticário e Mercado Livre para aplicar golpes na cidade de Formiga, no Centro-Oeste de Minas. Os investigados abriram contas bancárias e contratado empréstimos em nome das vítimas. O prejuízo estimado chega a R$ 80 mil.

O g1 entrou em contato com o Boticário e Mercado Livre, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.

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Segundo o promotor de Justiça Ângelo Ansanelli Júnior, os suspeitos vieram de São Paulo e se hospedaram em um hotel de Formiga. As investigações apontam que os homens já teriam dados de algumas vítimas e iam até as casas delas com a alegação de que haviam ganhado um brinde.

"Quando a pessoa saía para receber o suposto presente, os suspeitos entregavam o produto e diziam que precisavam tirar uma foto para comprovar a entrega. Na verdade, o procedimento era feito por meio de um aplicativo de reconhecimento facial", explicou o promotor.

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Prejuízo chega a R$ 80 mil

Com o reconhecimento facial, os investigados teriam aberto contas bancárias em nome das vítimas e contratado empréstimos. O prejuízo estimado chega a R$ 80 mil.

Uma das vítimas chegou a se recusar a fazer a foto. Segundo o relato dela, o suspeito então pediu um copo d'água. Enquanto a mulher foi buscar a bebida, o homem teria aproveitado o momento para realizar o reconhecimento facial dela.

Cerca de 10 pessoas podem ter sido alvo do grupo. Em algumas situações, os suspeitos conseguiram aplicar o golpe. Em outras, a polícia conseguiu prendê-los antes que a fraude fosse concluída.

Ainda de acordo com o promotor de Justiça, os cinco investigados não ficaram presos e respondem ao processo em liberdade.

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