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Adolescente indígena é vítima de estupro coletivo no AM; Justiça decreta prisões

68ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itamarati, no interior do Amazonas.

G1 — Brasil · 2026-10-08T18:20:14.000Z

68ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itamarati, no interior do Amazonas.

Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de estupro coletivo em uma comunidade de Itamarati, no interior do Amazonas. Segundo documentos obtidos pelo g1, a Justiça decretou a prisão de cinco investigados pelo crime.

De acordo com a denúncia, a violência ocorreu no dia 18 de setembro deste ano, mas o caso só chegou ao conhecimento da polícia na última semana do mesmo mês. O registro foi feito após uma moradora procurar a delegacia para denunciar o crime.

A denúncia ganhou repercussão depois que vídeos que supostamente mostram a violência passaram a circular em grupos de WhatsApp no município. Segundo relatos, as imagens foram compartilhadas inicialmente em grupos indígenas e, depois, chegaram a outros moradores da cidade.

A advogada Inory Kanamari, que acompanha familiares da adolescente, afirmou que a vítima não foi responsável pelo registro da ocorrência. Segundo ela, uma mulher não indígena decidiu procurar a polícia após ter acesso às imagens.

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Ainda de acordo com a advogada, houve divergências iniciais sobre a quantidade de suspeitos envolvidos no caso. Enquanto familiares da vítima relataram a participação de cinco homens, as primeiras informações da investigação apontavam um número menor.

Posteriormente, a polícia passou a apurar a possível participação de cinco suspeitos. Segundo Kanamari, documentos e informações foram entregues às autoridades para auxiliar na identificação dos investigados.

Em nota, a 68ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itamarati informou que investiga o caso e que os cinco suspeitos de envolvimento no crime já foram identificados. A unidade policial informou ainda que solicitou à Justiça a prisão preventiva dos investigados.

A Polícia Civil destacou que as investigações continuam em andamento e, por isso, outras informações não serão divulgadas neste momento.

A reportagem também procurou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para saber se o órgão acompanha o caso e quais ações de assistência estão sendo prestadas à adolescente e à comunidade. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

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