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A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) substitua a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto por outras restrições e uso de tornozeleira eletrônica.
G1 — Política · 2026-10-08T18:07:32.000Z
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) substitua a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto por outras restrições e uso de tornozeleira eletrônica.
Stefanutto está preso desde novembro do ano passado e foi indiciado pela Polícia Federal na operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.
A PF entende que há indícios contra Stefanutto de crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. E que aponta que ele utilizou seus cargos a favor do esquema e, em troca de sua omissão fiscalizatória deliberada, recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250 mil mensais.
A rede de lavagem envolveu o recebimento de recursos pelas contas de terceiros. As investigações apontam que ele recebia o apelido de italiano.
Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é preso pela PF em operação contra descontos ilegais
A defesa de Stefanuntto tem afirmado que o ex-presidente do INSS não praticou qualquer ato ilícito.
Ao Supremo, a Procuradoria se manifestou contra o pedido de liberdade de presidente da Conafer, Carlos Lopes, que ficou foragido e se entregou em agosto para cumpri prisão preventiva.
A PGR defendeu que o STF peça informações sobre as condições de saúde de Lopes e a capacidade da unidade prisional prestar assistência.
As investigações apontam um desvio total de mais de R$ 6 bilhões, entre 2019 e 2024. Só a Conafer teria descontado ilegalmente mais de R$ 700 milhões dos beneficiários.
A manifestação será analisada pelo relator da Sem Desconto no STF, ministro André Mendonça.
CPMI que investiga descontos ilegais de aposentados ouve Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS
Jornal Nacional/ Reprodução