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Pastor e programador são presos suspeitos de integrar grupo de exploração sexual infantil
G1 — Brasil · 2026-10-08T18:28:59.000Z
Pastor e programador são presos suspeitos de integrar grupo de exploração sexual infantil
A câmera corporal de um policial civil registrou o exato momento em que o programador é preso em uma operação contra um grupo internacional suspeito de comercialização de imagens de abuso e exploração sexual infantil na manhã desta quinta-feira (6) em Santa Fé do Sul (SP). No vídeo, o investigado confessou o crime.
Pela imagem, é possível ver o momento em que os policiais civis, que estão armados, anunciam a chegada à casa de Anderson de Oliveira Furtilho, de 48 anos, e arrombam o portão da frente e a porta para entrar. O homem, que está nu, é encontrado pela polícia no quarto. A defesa de Anderson não havia sido localizada pelo g1 até a última atualização desta reportagem.
Anderson de Oliveira Furtilho foi preso na operação da polícia contra exploração sexual infantil em Santa Fé do Sul (SP)
O policial, então, questiona Anderson sobre o crime: “Você está compartilhando, não está?”. E o suspeito responde: “Não, compartilhando não”. Na sequência, o agente retoma a pergunta: “Mas, está baixando?”. Então, o programador confessa o crime: “Sim, às vezes eu baixo”.
Em Rio Preto, o pastor José Genivaldo Vasconcelos, de 48 anos, foi preso no bairro Jardim Maria Lúcia e levado para a delegacia junto com materiais apreendidos pelas equipes. Agentes também cumpriram ordens judiciais no bairro Jardim Tarraf.
O g1 tenta contato com o advogado de defesa do pastor.
Anderson de Oliveira Furtilho foi preso em Santa Fé do Sul (SP)
Além dos presos em flagrante, entre os alvos investigados no noroeste paulista está um policial penal em Votuporanga. A polícia também cumpriu três mandados de busca e apreensão em Votuporanga, e um em Santa Fé do Sul (SP).
A operação é desdobramento de uma investigação internacional que conta com o apoio da Interpol e ocorre por etapas em países da Europa, Ásia e América Latina. A polícia estima que mais de 250 pessoas façam parte do grupo.
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De acordo com as investigações, os envolvidos vendiam os conteúdos em comunidades virtuais por valores que chegavam a R$ 100 mil. Para chegar aos alvos regionais, a polícia analisou cerca de 60 GB de arquivos digitais.
Os investigados devem responder por crimes contra a dignidade sexual e abuso infantil.
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