ITATIBA1
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’
G1 — Brasil · 2026-10-09T03:00:00.000Z
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’
A Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, informou que nenhuma alta médica foi adiada após uma médica orientar colegas a não liberarem pacientes petistas durante as eleições. Segundo a unidade, a apuração interna ainda está em andamento, mas já foi possível constatar que nenhum paciente teve a alta postergada em razão da mensagem.
“A apuração ainda está em curso, mas já se sabe que nenhuma alta foi adiada”, informou a maternidade.
A médica Marcella Segato de Sousa Melo teve o contrato suspenso temporariamente após a repercussão de uma mensagem enviada a um grupo de WhatsApp de profissionais da unidade. No texto, ela orientou que os colegas não dessem alta a pacientes durante o fim de semana da votação e fez referência à preferência política deles.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
Em nota, a defesa da profissional esclareceu que ela não foi demitida e que a suspensão do contrato permanece em vigor enquanto são realizados os procedimentos internos.
“A profissional não foi formalmente demitida. O contrato da médica foi suspenso temporariamente, enquanto são realizadas as apurações internas”, informou a defesa.
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição
Mensagem e denúncia
A mensagem foi enviada em um grupo de WhatsApp de médicos da maternidade na sexta-feira (2), antes do primeiro turno das eleições. Na publicação, Marcella escreveu: “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”.
O conteúdo repercutiu após a divulgação de uma captura de tela da conversa. A orientação foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF), e o caso também chegou à Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás, que encaminhou a situação ao órgão do Ministério Público Eleitoral com atribuição para apuração.
A Procuradoria informou ainda que adotou medidas preventivas para garantir o livre exercício do voto no segundo turno. Os detalhes dos procedimentos não foram divulgados devido à restrição de acesso às informações.
Médica suspeita de enviar mensagens orientando a não dar alta a petistas é afastada das funções, diz hospital
Procuradoria Regional Eleitoral pede investigação sobre médica que orientou a não dar alta a 'petistas' em dia de eleição
Veja o que se sabe sobre o caso da médica suspeita de orientar a não dar alta a pacientes 'petistas' no dia da eleição, em Goiás
Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia, Goiás
Diomício Gomes/O Popular
Situação da médica
A defesa destacou que a suspensão temporária do contrato não significa o encerramento do vínculo profissional com a maternidade.
“A suspensão temporária não se confunde com a rescisão contratual. É necessário aguardar a conclusão dos procedimentos internos para qualquer posicionamento definitivo sobre o vínculo profissional”, afirmou.
Em manifestação anterior, Marcella pediu desculpas pela mensagem e afirmou que nenhuma decisão médica foi tomada com base na preferência política dos pacientes. A profissional também declarou que nenhuma alta foi negada ou atrasada por esse motivo.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás