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Julgamento de corintianos por morte de palmeirenses gera alerta às vésperas de Dérbi

Justiça condena torcedor no caso da 'Batalha da Inajar' e absolve outros 8

ge — Futebol · 2026-10-09T11:00:00.000Z

Justiça condena torcedor no caso da 'Batalha da Inajar' e absolve outros 8

O julgamento de nove torcedores do Corinthians, nesta semana, pela morte de dois palmeirenses em uma briga em 2012, gerou alerta nas autoridades paulistas dias antes do clássico entre os dois clubes, domingo, às 17h30, no Nubank Parque, pelo Brasileirão.

+ Relembre como foi o confronto entre corintianos e palmeirenses na avenida Inajar de Souza

Na terça, o Tribunal do Júri concluiu o julgamento de nove pessoas acusadas de matar André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira na “Batalha da Inajar”, um confronto que reuniu centenas de torcedores na avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo.

Entre os acusados, um foi condenado: Carlos Roberto de Britto Júnior, o Neguinho, que terá de cumprir pena de 16 anos pela morte de Guilherme Jovanelli. Todos os demais foram absolvidos – ainda é possível recorrer.

Há o temor de que a sentença possa ser o gatilho para novos conflitos. O histórico desse caso respalda esse medo.

Justiça começa a ouvir réus por briga de torcidas que deixou dois mortos em 2012

As investigações sustentam que a morte dos dois palmeirenses em 2012 se deu como vingança pela morte do torcedor do Corinthians Douglas Karin Silva, um ano antes. A briga na Inajar de Souza aconteceu na manhã de um domingo em que os times se enfrentariam no Pacaembu.

As primeiras audiências do julgamento ocorreram em fevereiro de 2016. Numa delas, a Justiça revogou ordens de prisão contra dois corintianos, um deles Neguinho, que eram considerados foragidos. A decisão gerou novos atos de vingança.

Poucos dias depois, dois dirigentes da Gaviões da Fiel, a organizada corintiana, foram espancados depois de uma reunião como o Ministério Público. A polícia prendeu um dos acusados deste crime, Deivison Corrêa, membro da Mancha Verde, a dois dias de um Palmeiras x Corinthians.

Em 3 de abril de 2016, na manhã da partida, houve briga entre torcedores numa praça da Zona Norte em que um homem, sem relação com os atos, foi morto por uma bala perdida. Depois do jogo, outra série de confrontos ocorreu nas proximidades do Pacaembu e em estações de metrô.

Objetos apreendidos após briga entre torcedores em 2016

Helio Torchi/Simapress/Estadão Conteúdo

No dia seguinte, a Secretária de Segurança Pública de São Paulo determinou que todos os clássicos no estado seriam disputados com torcida única, medida em vigor até hoje.

– Para a partida de domingo, estamos considerando diversos fatores na avaliação do cenário de segurança, entre eles a atual posição do Corinthians na tabela do campeonato e, naturalmente, o recente julgamento do caso da Inajar, que ocorreu justamente na semana que antecede o clássico – afirmou o delegado César Saad, da Delegacia de Repressão Aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

– Embora o resultado do julgamento não signifique necessariamente a ocorrência de episódios de violência, trata-se de um elemento adicional de atenção, especialmente diante do histórico de confrontos entre as torcidas – completou.

Uma reunião de forças de segurança está prevista para a manhã desta sexta, em São Paulo, para discutir planos para o jogo.

Dez palmeirenses também foram denunciados pela “Batalha da Inajar” pelo crime de formação de quadrilha. O julgamento deles, porém, será realizado em outra data, ainda a ser definida.

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