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Paciente aguarda chegada de médico em ambulância enquanto equipe almoça em PE
G1 — Brasil · 2026-10-09T16:11:52.000Z
Paciente aguarda chegada de médico em ambulância enquanto equipe almoça em PE
O jovem Weslley Leandro Pedrosa, de 26 anos, que sofreu um AVC hemorrágico e foi deixado dentro de uma ambulância durante uma parada para almoço da equipe de saúde, recebeu alta hospitalar na segunda-feira (5). A informação foi confirmada pelo Hospital da Restauração, no Recife, nesta sexta-feira (9).
O caso aconteceu no dia 22 de setembro, quando Weslley precisou ser transferido do Hospital Municipal de Águas Belas, no Agreste de Pernambuco, para o Hospital Mestre Vitalino (HMV), em Caruaru. Durante o trajeto, a ambulância parou em um estabelecimento comercial em São Caetano, enquanto o motorista e uma profissional de enfermagem faziam uma refeição.
A situação foi registrada em vídeo por Paloma Gama, esposa do paciente. Nas imagens, Weslley aparece deitado em uma maca, dentro da ambulância, que estava com as portas abertas. A mulher reclama da parada e afirma que eles estavam a cerca de 30 minutos do hospital de destino.
Em seguida, Paloma entra no estabelecimento e grava o momento em que o motorista e a profissional de enfermagem fazem uma refeição. Ao questionar se a equipe ainda demoraria, ela ouve da profissional que eles já estavam indo.
Segundo a Prefeitura de Águas Belas, a parada ocorreu enquanto a equipe aguardava a chegada de um médico que deveria acompanhar a transferência do paciente.
Após dar entrada no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, Weslley passou por procedimentos médicos e foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Águas Belas informou que adotou as providências administrativas cabíveis assim que tomou conhecimento do vídeo.
A gestão municipal afirmou que determinou o desligamento da profissional de enfermagem envolvida no caso. Já o motorista da ambulância recebeu uma advertência administrativa.
De acordo com a prefeitura, a decisão em relação ao motorista considerou que a atribuição dele naquele momento era conduzir o veículo, sem responsabilidade pela avaliação clínica ou pelas decisões assistenciais relacionadas ao estado de saúde do paciente.
Ainda no comunicado, a gestão afirmou que não compactua com condutas contrárias aos princípios de humanização, responsabilidade, respeito e cuidado com os pacientes.