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PM que matou jovem após acidente de trânsito no TO perde cargo e é condenado a 15 anos de prisão

Caso foi julgado nesta quinta-feira

G1 — Brasil · 2026-10-09T19:33:24.000Z

Caso foi julgado nesta quinta-feira

O policial militar Alisson Rocha de Barros foi condenado a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte do lanterneiro Flávio Nunes Leite, em Palmas. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (8), na 1ª Vara Criminal da Comarca de Palmas. A sentença também determinou a perda do cargo público na Polícia Militar. Cabe recurso.

Segundo a decisão, em fevereiro de 2020, Alisson se envolveu em um acidente de trânsito na região sul da capital e, em seguida, atirou contra Flávio, que se afastava a pé do local. A vítima morreu e deixou dois filhos pequenos.

Na dosimetria da pena, a juíza Gisele Pereira de Assunção Veronezi considerou a conduta mais reprovável em razão da formação técnica do réu como policial militar, que o capacitava a avaliar riscos e utilizar a força de maneira proporcional.

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A magistrada ressaltou que o aumento da pena-base não decorreu do simples fato de ele integrar a corporação, mas do conhecimento técnico que possuía. Ela também considerou as consequências do crime para a família da vítima, levando em conta a pouca idade de Flávio.

A juíza negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a expedição imediata do mandado de prisão. A decisão segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a execução imediata da pena imposta pelo Tribunal do Júri, independentemente do tempo de reclusão.

Ao g1, a defesa informou que já recorreu da condenação. A reportagem procurou a Polícia Militar do Tocantins (PMTO), mas não obteve retorno até a última atualização.

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