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O que causa ressecamento vaginal? Entenda os principais motivos
G1 — Campinas e Região · 2026-10-09T20:52:48.000Z
O que causa ressecamento vaginal? Entenda os principais motivos
A causa mais comum do ressecamento vaginal é a queda na produção de estrogênio, o hormônio responsável por manter os tecidos vaginais espessos, elásticos e hidratados. Essa queda acontece de forma mais evidente na menopausa, mas também pode surgir na amamentação, depois de tratamentos de quimioterapia, após a remoção dos ovários ou com o uso de alguns medicamentos que interferem nos hormônios reprodutivos.
O impacto costuma ser maior do que parece: pesquisas estimam que o ressecamento vaginal esteja presente em aproximadamente 20% no Brasil. Ele não é exclusivo da menopausa, e reconhecer isso ajuda a buscar tratamento sem constrangimento.
Enquanto você investiga a causa com o ginecologista, manter a região hidratada com regularidade já traz alívio para o dia a dia. O gel hidratante vaginal Belamy foi desenvolvido para repor essa umidade de forma contínua, não só no momento da relação sexual.
Queda do estrogênio: a causa mais comum
Com menos estrogênio circulando, as paredes vaginais ficam mais finas, perdem elasticidade e produzem menos lubrificação natural.
Esse quadro tem nome técnico: síndrome geniturinária da menopausa, e além do ressecamento pode vir acompanhado de ardência, coceira, dor durante a relação sexual e até infecções urinárias mais frequentes, porque o tecido mais fino facilita a entrada de bactérias.
Outros momentos que reduzem o estrogênio
A queda hormonal não acontece só na menopausa. A amamentação reduz temporariamente os níveis de estrogênio, assim como alguns métodos contraceptivos hormonais e tratamentos oncológicos, principalmente os direcionados à região pélvica.
Vale conversar com o médico sempre que o ressecamento aparecer depois de começar um novo medicamento ou tratamento, já que a causa pode estar ali.
Causas que não têm relação com hormônio
Nem todo ressecamento vem de uma queda hormonal. Sabonetes perfumados e produtos de higiene íntima muito agressivos alteram o equilíbrio natural da mucosa e ressecam a região.
Alguns remédios de uso comum, como anti-histamínicos e antidepressivos, também reduzem a lubrificação como efeito colateral. Estímulo insuficiente durante o ato íntimo e períodos de ansiedade ou estresse intenso igualmente entram na lista, já que afetam a resposta natural do corpo à excitação.
Outras causas que podem reduzir o hormônio são o hábito de fumar, tratamentos contra o câncer, diabetes descontrolada e o consumo frequente de álcool.
É importante conversar com o seu ginecologista para encontrar a raiz e começar o tratamento de acordo com a sua necessidade. No geral, a secura vaginal não é perigosa, mas ela pode afetar sua qualidade de vida.
Qual a diferença entre hidratante vaginal ou lubrificante
Os dois aliviam o desconforto, mas cumprem papéis diferentes. O hidratante vaginal se aplica com regularidade, geralmente a cada dois ou três dias, para repor a umidade da mucosa ao longo do tempo. Já o lubrificante se usa no momento da relação sexual, para reduzir o atrito na hora.
Você pode combinar os dois: o hidratante cuida do conforto do dia a dia, e o lubrificante entra na hora da relação sexual. A Drogal reúne uma linha de lubrificantes íntimos para esse momento específico.
O papel da vitamina E na saúde da mucosa
A vitamina E tem ação antioxidante e participa da manutenção da saúde da pele e das mucosas do corpo, incluindo a região íntima. Por isso, ela aparece na composição de diversos produtos voltados para o cuidado vaginal, unida a outros ativos que ajudam a restaurar a hidratação natural do tecido.
Você encontra opções de suplementação com vitamina E para apoiar a saúde da pele e das mucosas como um todo, sempre dentro de uma rotina orientada pelo médico.
Quando procurar o ginecologista
Leve a queixa para o ginecologista sempre que o ressecamento persistir, causar dor durante durante o ato íntimo ou vier acompanhado de coceira, ardência ou infecções urinárias repetidas. Existem tratamentos eficazes para cada causa, desde hidratantes e lubrificantes até terapias hormonais locais quando indicadas, e não há motivo para conviver com o desconforto em silêncio.
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Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895